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Mães de Hong Kong marcham em apoio a movimento de estudantes

por Portal Click Política




Ministro de Relações Exteriores do Reino Unido afirmou que repudia atos violentos após jornais estatais da China terem acusado o Ocidente de querer influenciar a política de Hong Kong. Manifestações de mães em apoio a protestos de Hong Kong
Thomas Peter/Reuters
Milhares de mães marcharam em Hong Kong nesta sexta-feira (5) em apoio a estudantes que foram às ruas nas últimas semanas para protestar contra um projeto de lei de extradição que permitiria que pessoas fossem enviadas à China continental para serem julgadas.
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A executiva-chefe de Hong Kong, Carrie Lam, pediu para se reunir com os estudantes na cidade de controle chinês enquanto tenta conter a pressão depois de um mês de protestos.
Manifestantes invadiram o Parlamento de Hong Kong na segunda-feira (1), o 22º aniversário da devolução da ex-colônia britânica à China, o que ocorreu na esteira de manifestações contra o projeto de lei de extradição de Lam no mês passado.
Lam, que tem apoio de Pequim, suspendeu o projeto de lei, mas os manifestantes estão exigindo sua anulação total.
E sua mãe também
“Os jovens já fizeram muito por nós. Deveríamos ao menos nos posicionar uma vez por eles. Estou muito transtornada por eles. Embora eles pareçam um pouco violentos, eles não feriram ninguém”, disse Carina Wan, professora primária de 40 anos que participou da marcha.
Participantes de manifestação em Hong Kong
Thomas Peter/Reuters
“Quem nos fere é o governo. Se eles não soltarem os jovens, continuaremos nos posicionando”.
Os organizadores estimaram que 8 mil mães participaram da marcha, e a polícia mencionou 1.300.
Em um comunicado enviado por email, uma porta-voz de Lam disse na quinta-feira que “recentemente ela começou a convidar para reuniões jovens de origens diferentes, inclusive universitários e jovens que participaram de protestos recentes”.
A união de estudantes da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong, uma das oito maiores instituições de ensino locais, recusou a oferta, dizendo que a executiva-chefe pediu uma reunião a portas fechadas.
Reino Unido se distancia dos protestos
Jeremy Hunt, ministro das Relações Exteriores do Reino Unido
Henry Nicholls/Reuters
O secretário das Relações Exteriores do Reino Unido, Jeremy Hunt, disse nesta quinta (5) que não apoiou protestos em Hong Kong, depois que a mídia estatal da China culpou “ideólogos ocidentais” por fomentarem o tumulto na ex-colônia britânica.
A China intensificou uma guerra de palavras com o Reino Unido a respeito de Hong Kong, especialmente depois de Hunt alertar para as consequências de a China negligenciar os compromissos que assumiu quando recebeu Hong Kong de volta, de permitir seu estilo de vida durante ao menos 50 anos.
A mídia estatal, em particular, culpou Reino Unido, Estados Unidos e outros governos ocidentais por oferecerem socorro aos manifestantes.
“Ideólogos de governos ocidentais nunca cessam seus esforços de engendrar tumulto contra governos que não são de seu agrado, embora suas ações tenham causado sofrimento e caos em país após país na América Latina, África, Oriente Médio e Ásia”, disse o diário estatal China Daily em um editorial.
“Agora estão tentando o mesmo truque na China”, afirmou o jornal em inglês.
Ministro inglês pede para esclarecer o que disse
Em entrevista à rádio BBC, Hunt reiterou seu repúdio à violência.
“Permitam-me esclarecer o que eu disse. Disse que repudiei, e nós como Reino Unido repudiamos, toda a violência e que as pessoas que apoiam os manifestantes pró-democracia teriam ficado muito desalentadas com as cenas que vimos”, disse Hunt, que almeja se tornar o próximo primeiro-ministro britânico.
A China disse que o Reino Unido não tem mais responsabilidade por Hong Kong. Londres diz que ainda considera válida a Declaração Sino-Britânica Conjunta de 1984 no tocante aos termos da devolução de Hong Kong, que garante suas liberdades.
“Não acho que seja uma grande surpresa que a China reagiria desta maneira, mas eles precisam entender que o Reino Unido é um país que honra suas obrigações internacionais”, disse Hunt.

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