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Governo dos EUA vai prender milhares de imigrantes ilegais a partir de domingo, diz jornal

por Portal Click Política




O jornal “The New York Times” afirmou que o serviço de imigração do país vai se concentrar em pelo menos 2 mil imigrantes com ordem de deportação, que devem ser mandados embora do país o mais rápido possível. Família de imigrantes anda ao longo da cerca de fronteira depois de atravessar ilegalmente em Ciudad Juárez, no México, para El Paso, no Texas, onde se entregaram a agentes de imigração e pediram asilo na terça-feira (9).
Daniel Becerril/Reuters
O jornal americano “The New York Times” afirmou, nesta quinta-feira (11), que o serviço de imigração dos Estados Unidos vai começar a prender, no próximo domingo (14), milhares de imigrantes ilegais no país que tenham ordens de deportação.
Segundo o jornal, pelo menos 2 mil pessoas devem ser afetadas pela operação, que deve ser realizada em 10 cidades grandes. O objetivo, diz o veículo, é que essas pessoas sejam deportadas o mais rápido possível.
As operações de deportação estavam previstas para começar na última semana de junho, mas, depois de um anúncio do próprio presidente Donald Trump que sinalizava o início das batidas, o serviço de imigração passou a temer que a segurança dos agentes fosse comprometida. As deportações foram, então, adiadas.
No último sábado (6), Trump voltou a dizer que as operações contra os imigrantes ilegais ocorreriam “muito em breve”.
Família de migrantes é detida por funcionários do ICE depois de atravessar ilegalmente a fronteira entre EUA e México e pedirem asilo em El Paso, no Texas.
Daniel Becerril/Reuters
De acordo com o “New York Times”, as operações, que serão conduzidas pelo Serviço de Imigração e Alfândega – mais conhecido como ICE, na sigla em inglês – vão incluir, também, as chamadas deportações “colaterais”. Isso significa que as autoridades poderão deter imigrantes que estejam nos locais das batidas por acaso, mesmo que não sejam, a princípio, alvo delas.
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O jornal obteve as informações com dois funcionários e um ex-funcionário do Departamento de Segurança Interna dos EUA, que falaram sob condição de anonimato.
As famílias que serão alvo das operações atravessaram a fronteira americana recentemente. Depois de Trump acelerar os procedimentos de imigração dessas pessoas no final do ano passado, muitas delas foram notificados, em fevereiro, para se reportar a um escritório do ICE e deixar os Estados Unidos, disseram as fontes do jornal.
Agentes da patrulha de fronteira e membros das forças armadas americanas ajudam uma mulher migrante em uma cadeira de rodas depois que ela e outras pessoas atravessaram ilegalmente a fronteira entre EUA e México em El Paso, no Texas, para pedir asilo, no último sábado (6).
Jose Luis Gonzalez/Reuters
Quando possível, familiares que forem presos juntos serão mantidos em centros de detenção familiar no Texas e na Pensilvânia. Devido a limitações de espaço, entretanto, alguns podem acabar ficando em quartos de hotel até que seus documentos de viagem possam ser preparados.
Nesta quarta-feira (10), um porta-voz do ICE, Matthew Bourke, afirmou em comunicado que a agência não comentaria detalhes específicos relacionados às operações de fiscalização, para garantir a segurança e proteção dos funcionários.
Agentes do serviço de imigração observam, entretanto, que a operação pode ter sucesso limitado, porque comunidades de imigrantes já sabem como evitar a prisão – recusando-se a abrir a porta quando um agente chega a sua casa. Funcionários do ICE não estão legalmente autorizados a entrar à força na casa das pessoas.
Policial do serviço de imigração americano, o ICE.
David J. Phillip/AP
Advogados de defesa em casos de imigração também devem apresentar moções para reabrir os processos – o que atrasaria ou impediria a deportação das pessoas dos Estados Unidos, diz o “New York Times”.
Em junho, funcionários da Agência de Proteção Alfandegária e Fronteiras (CBP, na sigla em inglês) prenderam 94.897 imigrantes na fronteira dos EUA com o México. Foi uma queda de 28,6% na comparação com o mês de maio, quando foram detidas cerca de 133 mil pessoas.

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