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Cinco anos depois, famílias de vítimas do voo MH17 ainda pedem justiça

por Portal Click Política




Avião da Malasya Airlines foi abatido sobre território controlado por separatistas pró-Rússia do leste da Ucrânia. Três russos e um ucraniano serão alvo de acusações de assassinato relativas a todas as 298 pessoas a bordo, segundo equipe internacional liderada pela Holanda. Pessoas colocam flores e bonecos de pelúcia em memorial para as vítimas do voo MH17 da Malasya Airlines, durante cerimônia pelo quinto aniversário da queda do avião, perto da vila de Hrabove, na Ucrânia, na quarta-feira (17)
Reuters/Alexander Ermochenko
Familiares das pessoas a bordo do voo MH17 da Malaysia Airlines pediram nesta quarta-feira (17) que os responsáveis sejam levados à justiça ao marcar o quinto aniversário da tragédia.
O voo MH17 foi abatido no dia 17 de julho de 2014 sobre um território controlado por separatistas pró-Rússia do leste da Ucrânia.
No mês passado, investigadores internacionais identificaram quatro suspeitos que responsabilizam por levar um míssil de fabricação russa à área com o objetivo de derrubar aeronaves.
Os suspeitos, três russos e um ucraniano, serão alvo de acusações de assassinato relativas a todas as 298 pessoas a bordo do avião, disse a equipe internacional liderada pela Holanda. A Rússia nega qualquer envolvimento.
Equipes coletam partes do avião da Malaysia Airlines, voo MH17, em dezembro de 2014, na Ucrânia
Menahem Kahana/AFP
Nur Diyana Yazeera, cuja mãe, Dora Shahila Kassim, fazia parte da tripulação do voo MH17, disse esperar que as autoridades continuem buscando justiça para as famílias.
“Não teríamos descoberto estes quatro suspeitos que são supostamente culpados por este incidente se não continuássemos em frente”, disse ela durante um memorial em Kuala Lumpur.
A cerimônia, organizada pelas embaixadas australiana e holandesa na Malásia, observou um minuto de silêncio às 21h20 (horário local), o momento em que a aeronave foi abatida.
No mês passado, o primeiro-ministro da Malásia, Mahathir Mohamad, questionou a objetividade dos investigadores, dizendo que a Rússia está sendo feita de bode expiatório da derrubada do avião.
Seus comentários o colocaram em atrito com representantes malaios da equipe de investigação conjunta, que disseram apoiar as conclusões da equipe.

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