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No Japão, partido do governo deve sair vitorioso das eleições

por Portal Click Política




Não se sabe ainda se a maioria será suficiente para reformar a Constituição, como o primeiro-ministro Shinzo Abe planeja fazer. Funcionários do sistema eleitoral japonês abrem urnas à medida que a contagem de votos começa em Tóquio, neste domingo (21)
Yu Nakajima / Kyodo Notícias via AP
O grupo político do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, deverá manter uma grande maioria depois das eleições para o Senado neste domingo (21), e seus aliados poderão conseguir os dois terços necessários dos parlamentares para reformar a Constituição.
A pesquisa de boca-de-urna é da NHK.
Abe, que chegou ao poder em dezembro de 2012 com a promessa de reiniciar a economia e dar mais importância à defesa, está a caminho de se tornar o primeiro-ministro mais longevo no Japão –isso acontecerá se ele se mantiver no poder até novembro. É uma reviravolta, depois de um primeiro mandato que acabou depois de um ano, em 2007.
O Partido Liberal Democrata, ao qual ele pertence, e o aliado Komeito, deverão ficar com um número de cadeiras entre 67 e 77, das 124 do Senado.
A votação deste domingo (21) não era para renovar o Congresso inteiro. Com os membros da coligação governamental que seguirão no Parlamento, Abe tem garantida a maioria.
Ainda não está claro, no entanto, se o bloco do governo e seus aliados terão maioria suficiente para mexer na Constituição.
Primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, sorri neste domingo (21) diante das rosas vermelhas colocadas diante dos nomes dos candidatos vencedores do seu partido, o Liberal Democrata, das eleições para a Câmara Alta em Tóquio
Koji Sasahara/AP
Shinzo Abe quer um exército pleno
Um dos temas que eles querem reformar é um artigo pacifista. A mudança do texto visa dar legitimidade a um exército, o que é considerado controverso no Japão.
A Constituição japonesa não recebeu emendas desde 1947, quando foi promulgada. Mudá-la seria simbólico, e marcaria uma mudança do pacifismo pós-guerra –algo que, de alguma forma, já aconteceu: se interpretado literalmente, o texto bane os militares, mas o Japão determinou que forças armadas para autodefesa estavam liberadas.
Exército japonês realiza marcha em unidade aérea durante a revisão dos militares na Base Asaka, em imagem de 2016
Issei Kato / Reuters
Para conseguir ter um exército, os governistas precisão conseguir 85 cadeiras. A boca-de-urna dá um número entre 76 e 88.
Mesmo se conseguir uma maioria de dois terços, no entanto, não garante que a proposta de Abe será implementada.
Qualquer mudança deve ser aprovada por dois terços do Senado e da Câmara dos Deputados (onde os aliados de Abe já dominam a Casa com o número suficiente de votos) e, depois disso, ser vitoriosa em um referendo.
As pesquisas mostram que os eleitores estão divididos a respeito da mudança. A oposição diz considerar que o país poderá se embrenhar em conflitos levado pelos EUA.
O partido de Abe já tem uma maioria de dois terços entre os deputados.
Durante a campanha dele, o primeiro-ministro fez campanha da coalizão como a melhor alternativa para estabilidade política.
A oposição teve como principal tema a economia. Em outubro, deverá haver uma alta de impostos de cerca de 10% –devido ao envelhecimento da população, há mais gastos com Previdência.
O partido de Abe ganhou cinco eleições seguidas desde 2012, em parte, porque a oposição está fragmentada, o que deverá voltar a acontecer na próxima legislação, de acordo com analistas dos jornais japoneses.
A principal força anti-Abe, o Partido da Democracia Constitucional do Japão, deve aumentar sua presença no Parlamento, mas ainda assim, não chegará perto da sigla governamental.

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