Duterte faz apelo para que Congresso aprove a volta da pena de morte nas Filipinas




Presidente aproveita sua popularidade para voltar a defender uma das suas promessas de campanha. Pena capital foi abolida no país em 2006. Presidente filipino, Rodrigo Duterte, faz discurso sobre o estado da nação no Congresso em Manila, nesta segunda-feira (22)
Noel Celis / AFP
O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, pediu nesta segunda-feira (22) ao Congresso que reinstaure a pena de morte para crimes relacionados com drogas e corrupção.
“Solicito respeitosamente ao Congresso que restabeleça a pena de morte para crimes atrozes relacionados com drogas e saque de fundos públicos”, disse Duterte em seu discurso anual sobre o estado da nação, em uma sessão conjunta da Câmara dos Representantes e do Senado que inaugura o exercício parlamentar.
“As drogas não serão aniquiladas a menos que consigamos eliminar a corrupção, que permite que esse monstro social sobreviva”, advertiu o presidente.
Apesar de sua retórica de combate à corrupção, vários legisladores considerados aliados de Duterte, presentes no ato, envolveram-se em casos de corrupção e chegaram a ser processados por isso.
Alta popularidade
Duterte aproveita sua popularidade, já que chega à metade do seu mandato com 85% de aprovação, para voltar a defender uma das suas promessas de campanha. A pena capital foi abolida no país em 2006.
Anteriormente, um projeto de lei sobre o tema chegou a passar na Câmara dos Representantes, mas foi paralisado no Senado.
No entanto, após as eleições de maio, a nova composição do Senado, que foi dominado por seus aliados, pode permitir que seus projetos avancem.
Entre os novos senadores está o ex-chefe da polícia, Roland “Bato” de la Rosa – mentor das sangrentas operações da guerra contra as drogas.
A expectativa é de que sua agenda legislativa prossiga sem obstáculos nos três anos de mandato que o presidente tem pela frente.
Desde que Duterte chegou à presidência, há três anos, a campanha contra drogas já matou 6.600 pessoas, segundo a polícia. Esse número, porém, é contestado pelos grupos de direitos humanos que acreditam que chegue a 27 mil o número de mortos.

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