Na Espanha, diferentes segmentos da esquerda negociam para formar coalizão




Sem um acordo que garanta uma maioria no Parlamento, o líder recém-eleito Pedro Sánchez será obrigado a convocar um novo pleito. Pedro Sánchez, líder do Partido Socialista Espanhol, durante eleição na Câmara em que ele tenta votos suficientes para o cargo de primeiro-ministro
Sergio Perez/Reuters
O Partido Socialista Espanhol negocia com outra frente de esquerda, a Unidas Podemos (UP) uma possível coalizão no Parlamento espanhol que possibilite formar uma maioria e formar o governo.
É uma tentativa de chegar a um entendimento até a quinta-feira (25) que possa garantir a investidura do socialista Pedro Sánchez como presidente do governo espanhol.
Se a esquerda não conseguir formar uma coalizão, Sánchez terá dois meses para tentar novamente, caso contrário, novas eleições legislativas, a quarta em quatro anos, serão realizadas em 10 de novembro.
A menos de 24 horas para que a Câmara dos Deputados vote pela segunda vez a posse do líder socialista, as equipes negociadoras dão informações a conta-gotas.
Unidas Podemos quer ministérios
Os membros do UP denunciaram que haviam sido vetados na negociação os chamados ministérios de Estado –Exteriores, Interior, Justiça, Defesa.
O principal negociador do Podemos, Pablo Echenique, se reuniu com a vice-presidente, Carmen Calvo.
A negociação avança com bastante dificuldade, segundo fontes do Podemos, que lamentaram que os socialistas não estão dispostos a compartilhar qualquer pasta social.
Fracasso na primeira tentativa
O Parlamento espanhol rejeitou em uma primeira votação, na terça-feira (23), a posse de Sánchez.
Sánchez, atual líder em exercício espanhol, obteve 124 votos a favor, 170 contra e 52 abstenções, longe da maioria absoluta de 176 dos 350 deputados de que precisava.
O resultado da primeira votação era esperado. Na véspera, houve um debate com troca de críticas e de ameaças entre Sánchez e Pablo Iglesias, líder do UP.
A segunda votação acontecerá na quinta-feira (25).
O Partido Socialista (PSOE) precisa do apoio de mais 41 deputados do UP e também de partidos regionais, incluindo separatistas catalães.
O fundador do Podemos, Pablo Iglesias
Juan Medina/Reuters
Uma das exigências dos socialistas que foi aceita pelo outro grupo de esquerda foi aceita: Pablo Iglesias não terá um cargo no governo.
Como em 1936
Ainda há a questão catalã.
O separatista catalão Gabriel Rufian, cujo grupo deve se abster para permitir que Pedro Sánchez seja reconduzido, acusou-o de ter sido “irresponsável e negligente”.
Pedro Sánchez é contrário à principal exigência dos separatistas: um referendo de autodeterminação na Catalunha.
Se alcançarem a esquerda chegar a um acordo, a Espanha terá seu primeiro governo de coalizão à esquerda desde 1936, quando eclodiu a guerra civil.

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