Gibraltar rejeita pedido dos EUA para reter petroleiro iraniano




Autoridades explicaram que sanções americanas não são aplicáveis na União Europeia. O navio ‘Grace 1’, em foto de 4 de julho, ancorado próximo a uma embarcação da Marinha Real Britânica na costa de Gibraltar, território britânico ultramarino.
Marcos Moreno/AP
O governo do território britânico de Gibraltar voltou a rejeitar, neste domingo (18), um pedido dos Estados Unidos para reter o petroleiro iraniano “Grace 1”, que se prepara para deixar suas águas territoriais. As autoridades locais explicam que as sanções americanas não são aplicáveis na União Europeia (UE).
“Em virtude do Direito Europeu, Gibraltar não pode fornecer a assistência solicitada pelos Estados Unidos”, que busca deter o cargueiro pelas sanções americanas contra o Irã, explicaram as autoridades deste território britânico situado no extremo sul da Espanha.
Na sexta-feira (16), o Departamento de Justiça dos Estados Unidos emitiu uma ordem para apreender o petroleiro iraniano, um dia após de um juiz de Gibraltar autorizar pela primeira vez a liberação do navio retido em seu território desde 4 de julho.
De acordo com a agência France Presse, a determinação da justiça americana afirma que o petroleiro iraniano, o petróleo transportado e US$ 995 mil podem ser apreendidos devido a violações à Lei Internacional de Poderes Econômicos de Emergência, fraude bancária, lavagem de dinheiro e outros delitos.
Grace 1
O “Grace 1”, que transporta 2,1 milhões de barris de petróleo, foi interceptado em 4 de julho pela polícia de Gibraltar e por forças especiais britânicas. O episódio provocou uma crise diplomática entre Irã e Reino Unido – que controla Gibraltar.
As autoridades de Gibraltar, território britânico, informaram em julho passado que suspeitavam de que o “Grace 1” poderia transportar os barris para a Síria, o que violaria o embargo da União Europeia para este país. O Irã rejeitou a acusação.

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