“Ser chamado de ‘vagabundo’ pelo partido de Queiroz é quase uma honra”, diz Glenn

O jornalista Glenn Greenwald rebateu aos ataques de parlamentares do PSL que não gostaram da proposta de concessão da Medalha Tiradentes pela Assembleia do Rio de Janeiro ao editor do site The Intercept Brasil.

Nas redes, deputados o chamaram de “criminoso”, “marginal”, “vagabundo” e um deles defendeu a extradição do jornalista que nasceu nos Estados Unidos. Ele é responsável pela série de reportagens da Vaza Jato que revelaram o conluio do então juiz Sergio Moro com os procuradores da LAva Jato.

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“Ser chamado de ‘vagabundo’ pelo Partido de Queiroz e pelo monstro que destruiu a placa de Marielle é quase uma honra, assim como a Medalha Tiradentes”, enfatizou Glenn em sua página no Twitter.

Glenn se refere ao deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL-RJ), que disse nas redes: “Não podemos dar nenhuma medalha a este criminoso vagabundo marginal falso jornalista!! Precisamos de ética no Brasil!”.

“Doloroso ser insultado por um partido que não acredita em uma imprensa livre ou em instituições democráticas básicas, liderado pelo monstro que orgulhosamente destruiu a placa de Marielle semanas após o assassinato brutal dela”, acrescentou o jornalista.

Glenn anexou uma imagem de um post de Rodrigo ao lado de Fabrício Queiroz, o assessor do clã Bolsonaro que é investigado por uma movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão quando trabalhava no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, hoje senador pelo PSL.

“No Comando, com meu irmaozão Queiroz. Falando de Segurança Pública nesse caos de violência que estamos vivendo”, escreveu Rodrigo.

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