Trump ameaça libertar jihadistas europeus presos na Síria em seus países de origem




Presidente disse que Europa deve se encarregar de combatentes do Estado Islâmico que estão atualmente detidos. Trump afirmou ainda que Estados Unidos não irão mantê-los ‘em Guantánamo por 50 anos e pagar por isso’. O presidente dos EUA, Donald Trump, fala durante a Convenção Nacional de Veteranos Americanos, em Louisville, Kentucky, na quarta-feira (21)
Reuters/Bryan Woolston
Donald Trump ameaçou nesta quarta-feira (21) libertar em seus países de origem os jihadistas europeus detidos na Síria se países como França ou Alemanha se negarem a repatriá-los.
Durante uma coletiva de imprensa no jardim da Casa Branca sobre o ressurgimento do grupo Estado Islâmico (EI), o presidente americano mencionou o problema dos jihadistas estrangeiros detidos pelas Forças Democráticas Sírias, a coalizão árabe-curda na qual Washington se apoiou para afastar o EI da região que controlava entre a Síria e o Iraque.
“Estamos retendo milhares de combatentes do EI neste momento. E a Europa deve se encarregar deles”, disse.
“Se a Europa não retomá-los, não terei outra opção senão libertá-los nos países de onde vêm, ou seja, França, Alemanha e outros lugares”, advertiu. “Nós os capturamos, temos milhares deles e agora, como acontece habitualmente, nossos aliados não os querem”.
“Os Estados Unidos não vão mantê-los em Guantánamo por 50 anos e pagar por isso”, acrescentou.
Lembrou também que o “califado” geográfico do EI havia sido apagado do mapa, e chamou os países que combateram o grupo jihadista a fazer maiores esforços para evitar que este ressurja.
“Será necessário que chegue o momento em que Rússia, Afeganistão, Irã, Iraque, Turquia também briguem”, disse. “Nós queremos permanecer lá mais 19 anos? Acredito que não”.

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