Noruega diz que houve duas explosões na Rússia no começo do mês




No começo de agosto, um acidente fez o nível de radiação em uma parte do norte da Rússia subir, O campo de testes de Nyonoksa remonta aos tempos soviéticos
Reuters
Uma explosão que matou cinco cientistas da Rússia durante um teste de propulsor de foguete foi sucedida por um segundo estouro, duas horas mais tarde, que é a provável fonte da alta de radiação, de acordo com uma nota desta sexta-feira (23) do serviço da Noruega de monitoramento para reforçar o banimento aos testes nucleares.
Qual é a misteriosa arma que a Rússia está testando no Ártico?
A segunda explosão foi provavelmente de um foguete que estava no ar e era impulsionado por combustível nuclear, segundo a agência Norsar –o governador da região da Rússia de Arkhangelsk, onde houve o incidente, descartou o relatório que descreve dois acidentes.
“O saldo do incidente não tem nenhuma ameaça, e todo o resto é outra rodada de desinformação”, disse Igor Orlov, o governador, à agência Interfax.
O ministro de Defesa da Rússia não respondeu aos pedidos por comentários da Reuters.
Russos apresentam dados contraditórios
Há uma informação contraditória sobre o acidente e as consequências dele, que aconteceram no dia 8 de agosto perto do Mar Branco no canto mais ao norte da Rússia.
O Ministério da Defesa da Rússia, inicialmente, disse que a radiação permaneceu normal, mas a agência climática do país apontou um aumento dos níveis.
A agência nuclear russa, Rosatom, disse no dia 10 de agosto que o acidente envolveu “fontes de energia isotópicas”, mas não deu detalhes.
A Rosaton reconhece que cinco de seus trabalhadores morreram. Também há relato da morte de dois militares.
Noruega diz que foram duas explosões
A autoridade de segurança nuclear da Noruega, DSA, disse no dia 15 de agosto que encontrou pequenas quantidades de iodo radioativo perto da fronteira ártica entre a Noruega e a Rússia, apesar de não dizer se isso está ligado ao acidente na Rússia.
A detecção, por parte da Norsar, de uma segunda explosão foi revelada inicialmente pelo jornal norueguês “Aftenposten”.
“Nós registramos duas explosões, e a última coincide com o momento em que houve alta da radiação”, de acordo com a chefe-executiva da Norsar, Anne Stroemmen Lycke.
Ela disse que é provável que a origem seja o combustível do foguete.
A segunda explosão só foi detectada por sensores de pressão infrasônica e não pelos monitores sísmicos que capturam movimentos no solo, segundo Lycke.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui