UE lança base de dados judicial para lutar contra o terrorismo




Banco de dados não apenas coletará informações sobre suspeitos jihadistas, mas também de membros de grupos de extrema direita e extrema esquerda na Europa. Bombeiros italianos participam de um treinamento anti-terrorismo na estação Santa Lucia do metrô de Veneza
Manuel Silvestri/Reuters
A agência europeia de cooperação judiciária Eurojust lançou nesta quinta-feira (5) um banco de dados compartilhado entre os países, visto como algo crucial para combater suspeitos de terrorismo e o crime organizado.
O registro antiterrorista, em operação a partir deste mês, oferecerá aos investigadores e promotores uma visão geral dos processos criminais contra suspeitos em outros países da União Europeia (UE) e outros parceiros, disse o diretor da Eurojust, Ladislav Hamran, em entrevista coletiva.
“Agora que os terroristas estão cada vez mais operando em redes transfronteiriças, a UE deve fazer o mesmo”, acrescentou Hamran.
A UE lançou as bases para a cooperação judicial em questões de dados em 2005, mas o projeto foi paralisado pela relutância de alguns órgãos nacionais em compartilhar informações.
Jesse Huges, cantor do Eagles of Death Metal, e Julian Dorio, baterista que tocou no show no Bataclan, voltam a local de ataques em Paris
Miguel Medina / AFP
Isso mudou em 2015 com os ataques jihadistas em Paris, seguidos por outros ataques em Bruxelas em 2016 e Barcelona, na Espanha, em 2017.
Bélgica, França, Alemanha e Espanha promoveram a criação do registro no ano passado.
Os suspeitos ligados, por exemplo, aos ataques em Paris em novembro de 2015 foram presos em outros países da UE, como a Bélgica, o que destaca a “dimensão multinacional” desses atos, disse Frederic Baab, da Eurojust.
O comissário europeu para a União de Segurança, Julian King, considerou que o registro pode ser uma “ferramenta crucial” para processar os combatentes jihadistas capturados ao voltar da Síria ou do Iraque.
A Eurojust disse que o banco de dados não apenas coletará informações sobre suspeitos jihadistas, mas também de membros de grupos de extrema direita e extrema esquerda na Europa.

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