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Manifestantes entram em conflito durante protestos em Hong Kong

por Portal Click Política




Confronto entre partidários da China e pró-democracia provoca tumulto em shopping; pessoas de ambos os lados ficaram feridas. Manifestantes pró-democracia e pró-China entraram em confronto durante protestos em um shopping em Hong Kong neste sábado (14)
Jorge Silva/Reuters
Hong Kong foi cenário neste sábado (14) de conflitos em um centro comercial entre manifestantes pró-democracia e partidários do governo central da China no décimo quinto final de semana seguido de manifestações.
O território semiautônomo está cada vez mais dividido, após meses de protestos pela democracia.
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Kin Cheung/AP
Ao longo do dia foram registrados confrontos entre partidários da China e pró-democracia no Amoy Plaza, centro comercial localizado no outro lado da baía de Hong Kong. Cerca de 200 pessoas haviam se reunido para agitar bandeiras chinesas e cantar o hino do país.
Os incidentes aconteceram depois que defensores da democracia chegaram ao local. Pessoas de ambos os lados ficaram feridas e ensanguentadas. A polícia interveio e prendeu alguns jovens pró-democracia dentro e fora do centro comercial.
Em Hong Kong, manifestantes entram em conflito
Segundo o jornal “South China Morning Post”, também houve confrontos em uma estação de metrô de Hong Kong.
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No distrito de Fortress Hill, um grupo de homens, muitos agitando bandeiras chinesas e vestindo camisas azuis com a frase “Amo a polícia de Hong Kong”, entraram em confronto com pessoas que pareciam ser manifestantes pró-democracia.
Vídeos publicados nas redes sociais mostram o grupo de homens atacando jovens com socos e chutes, enquanto manifestantes fogem com medo. A polícia de Hong Kong não quis comentar o incidente.
Fortress Hill fica ao lado de North Point, área da cidade onde partidários do governo realizaram ataques semelhantes nos últimos meses.
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Kin Cheung/AP
Manifestantes querem democracia
A crise começou com a denúncia a um projeto de lei que propunha a legalização das extradições para a China. No início deste mês, a chefe-executiva de Hong Kong, Carrie Lam, anunciou a retirada da proposta.
Mas o movimento se transformou em uma denúncia do corte de liberdades no território, e partiu para a exigência de reformas democráticas. As manifestações continuaram mesmo depois do anúncio de Lam.
Ativistas e analistas dizem que o movimento só terminará quando as autoridades aceitarem algumas exigências essenciais, como uma investigação sobre a polícia, a anistia das quase 1,4 mil pessoas presas e o voto universal. Mas nada indica que o governo chinês aceitará estas exigências.
A princípio, havia sido convocada uma grande manifestação para este domingo (15), mas a polícia não autorizou. As proibições anteriores foram ignoradas pelos organizadores, o que provocou confrontos com policiais.
Os manifestantes também convocaram manifestações para os próximos dois fins de semana e um greve geral, que terá início em outubro.

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