Aos 97 anos, John B. Goodenough passa a ser a pessoa mais velha a ganhar o Nobel




Americano ganhou o Nobel de Química pelo desenvolveu baterias de íons de lítio. Professor da Universidade do Texas, cientista vai quase todos os dias ao laboratório. Imagem de arquivo mostra John Goodenough ao lado do ex-presidente dos EUA, Barack Obama, na cerimônia em que recebeu a medalha Nacional de Ciência em 1º de fevereiro de 2013
Brendan Hoffman / Getty Images América do Norte / AFP
O americano John B. Goodenough, de 97 anos, passou a ser a pessoa mais velha a ganhar um prêmio Nobel. Ele ganhou nesta quarta-feira (9) o Nobel de Química pelo desenvolvimento de baterias de íons de lítio, ao lado do britânico M. Stanley Whittingham e do japonês Akira Yoshino.
Goodenough nasceu em 1922 em Jena, na Alemanha, e ocupa a Cadeira Cockrell em Engenharia na Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos.
Olof Ramström, membro do comitê do Nobel e professor de Química na Universidade de Massachusetts em Lowell, nos Estados Unidos, afirmou que Goodenough é um “cientista fantástico”.
“Ele trabalha nessa área há muitos, muitos anos, e nunca se aposentou. Então ainda está trabalhando até essa idade. Ainda vai ao laboratório quase todos os dias, até onde eu sei. E ainda está dando contribuições à comunidade no que diz respeito à ciência e ao desenvolvimento de baterias”, declarou.
Até então, o mais velho laureado era Arthur Ashkin, de 96 anos, por sua pesquisa em pinças ópticas e a aplicação delas em sistemas biológicos. Ele dividiu o prêmio com o francês Gérard Mourou, de 74 anos, e a canadense Donna Strickland.
Nobel de Química 2019
John B. Goodenough, M. Stanley Whittingham e Akira Yoshino ganhadores do Prêmio Nobel de Química de 2019 pelo desenvolvimento de baterias de íon de lítio
Naina Helen Jama / TT News Agency / Reuters
Descoberta no início da década de 70, as baterias são usadas em celulares, notebooks e carros elétricos. Veja o perfil dos outros vencedores:
M. Stanley Whittingham, de 77 anos, é professor na Universidade Binghamton, parte da Universidade Estadual de Nova York, também nos Estados Unidos.
Akira Yoshino, de 71 anos, é professor na Universidade Meijo, em Nagoya, no Japão, e Membro Honorário da corporação Asahi Kasei, em Tóquio.
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