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Evo Morales diz que casas da irmã e de dois governadores foram incendiadas na Bolívia

por Portal Click Política




Ataques foram registrados nas regiões de Oruru e Chuquisaca. Policiais amotinados no telhado de uma delegacia em La Paz
Juan Karita / AP Photo
O presidente da Bolívia, Evo Morales, denunciou neste sábado (9) que a casa de sua irmã na cidade de Oruro foi incendiada, bem como as casas dos governadores da mesma região e também em Chuquisaca, em meio aos protestos que se espalharam por todo o país.
“Denunciamos e condenamos perante a comunidade internacional e o povo boliviano que o plano de golpe fascista executa atos violentos com grupos irregulares que atearam fogo a casa dos governadores de Chuquisaca e Oruro e minha irmã naquela cidade”, disse Morales em sua conta no Twitter.
O presidente, que no sábado chamou a oposição para dialogar, pediu que a “paz e a democracia sejam preservadas”.
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Policiais bolivianos protestam contra Evo Morales em Santa Cruz de la Sierra neste sábado (9)
Rodrigo Urzagasti/Reuters
Segundo vídeos publicados por militantes do Movimento Oficial do Socialismo (MAS) e habitantes de Oruro, no oeste da Bolívia, um grupo de pessoas saqueava e queimava a casa do governador, Victor Hugo Vásquez.
“Quero denunciar à comunidade internacional que minha propriedade sofreu um ataque”, disse o governador de Chuquisaca, Esteban Urquizu, que também escreveu: “Queremos paz!”
Chuquisaca, no centro sul do país, é a região onde Sucre, capital constitucional da Bolívia, está localizada.
Na quarta-feira (6) passada, uma multidão incendiou a prefeitura da cidade de Vinto. A prefeita Patricia Arce foi arrastada pela rua, pintada e teve cabelos cortados até ser resgatada pela polícia.
TV incendiada
Uma multidão também incendiou uma emissora do canal de televisão boliviano Unitel na cidade de El Alto, vizinha de La Paz. Não há feridos, informou a direção da TV.
Policiais amotinados
Policiais se unem a manifestantes em protestos contra a reeleição de Morales na Bolívia
Diante de um motim de policiais, o governo da Bolívia divulgou neste sábado um comunicado em que denuncia um plano de golpe de estado no país.
O Ministério de Relações Exteriores afirma que “os últimos acontecimentos põem em evidência a implementação de um plano de golpe de estado provocado por grupos cívicos radicais”.
Na sexta-feira (8), o opositor Fernando Camacho, da província de Santa Cruz, fez um chamado público para “interromper a ordem constitucional”, de acordo com o texto, e convocou as forças armadas e a polícia nacional a “não reconhecer o governo constitucional e exigir a renúncia do presidente Evo Morales”, de acordo com o comunicado.
Segundo a imprensa boliviana, policiais da capital La Paz se somaram, neste sábado, aos de três regiões que, na sexta iniciaram motim contra a repressão aos opositores. Os grupos se recusam a reprimir as manifestações contra o presidente reeleito em outubro para um quarto mandato consecutivo após eleições contestadas por opositores.
Há, portanto, motins nas unidades policiais das seguintes cidades:
La Paz
Cochabamba
Sucre
Santa Cruz
Carlos Mesa, candidato derrotado por Evo Morales na eleição presidencial
David Mercado / Reuters
Segundo o jornal “El Deber”, Carlos Mesa, candidato que foi derrotado por Evo nas eleições, disse que não há golpe de estado em marcha. Ele pediu para que os simpatizantes do partido do presidente Evo não atendam o pedido do líder para se mobilizarem, e para que os opositores não respondam provocações.
“O que acontecer nas próximas horas é a última janela de oportunidade para Evo Morales”, disse Carlos Mesa.
Casos como os ataques as casas de políticos são registrados desde sexta, num dos dias mais violentos durantes as manifestações, com distúrbios em várias cidades. A intensificação dos protestos já deixaram pelo menos três mortos e mais de 380 feridos.
A Bolívia passa por uma crise política e social desde as últimas eleições de 20 de outubro, após a vitória de Evo Morales para um quarto mandato até 2025. A oposição e comitês civis denunciaram fraudes, exigem sua renúncia e novas eleições.

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