Na COP 25, primeiro-ministro da Espanha diz que só ‘fanáticos’ negam o aquecimento global




Pedro Sánchez fez a declaração na abertura da conferência da ONU que debate medidas concretas para combater mudanças climáticas, nesta segunda (2). Ele não mencionou nomes de indivíduos ou países específicos. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, na abertura da COP 25, em Madri
Andrea Comas/AP
O primeiro-ministro interino da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou que “somente um pequeno grupo de fanáticos nega as evidências” do aquecimento global. A declaração foi feita nesta segunda-feira (2) em seu discurso durante a abertura da conferência do clima da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP 25. Ele não mencionou nomes de pessoas ou países específicos.
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Na abertura do evento, que dura duas semanas e ocorre em Madri, na Espanha, Sánchez declarou que os “fatos alternativos” precisam ser combatidos com ações – conforme informações da agência Associated Press.
“Não existe nenhum muro que possa proteger nenhum país, por mais forte que seja”, afirmou Sánchez, numa referência indireta à proposta do presidente americano, Donald Trump, de construir um muro para impedir a entrada de migrantes do México nos Estados Unidos.
Trump retirou os Estados Unidos do Acordo de Paris e não compareceu à COP 25. O acordo, assinado em dezembro de 2015, criou metas para que os países consigam manter o aquecimento global abaixo de 2ºC, buscando limitá-lo a 1,5ºC. Os países ricos devem garantir um financiamento de US$ 100 bilhões por ano, e os compromissos deverão ser revistos a cada 5 anos.
Sánchez defendeu que a Europa deve liderar os esforços para redução das emissões de carbono na atmosfera. Ele também disse que não se pode ignorar a participação das mulheres na ciência. E pediu que sejam reconhecidos “os limites físicos do meio ambiente”.
O líder do Partido Socialista espanhol, que está tentando obter apoio no Parlamento para permanecer no governo, ofereceu seu país para sediar a conferência do clima após o Chile anunciar que não teria condições de recebê-la, por causa da onda de protestos contra o presidente Sebastián Piñera. O Brasil também se recusou a sediar a COP 25 por motivos financeiros.
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