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Deputados dos EUA aprovam resolução sobre minoria islâmica na China e irritam Pequim

por Portal Click Política




Medida prevê que governo de Donald Trump endureça medidas contra o governo chinês devido à repressão à minoria islâmica uigur. Lei precisa de aprovação no Senado e sanção presidencial para entrar em vigor, mas chancelaria da China já repudiou a proposta. Centro de detenção na região de Xinjiang, na China, em imagem do dia 2 de junho de 2019
Greg Baker/AFP
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou por ampla maioria nesta terça-feira (3) uma resolução para pedir ao presidente Donald Trump que endureça medidas contra a China pela repressão do governo chinês à minoria islâmica uigur, que vive principalmente no oeste do país asiático.
Aprovada na Câmara por 407 votos a 1, a medida ainda deverá passar pelo Senado e receber aprovação de Trump para começar a valer.
No entanto, momentos depois da aprovação, o Ministério das Relações Exteriores da China reagiu com “indignação” e pediu às outras instâncias que evitem que o projeto se torne lei. Segundo a chancelaria chinesa, os deputados dos EUA “interferiram em assuntos internos”.
Quem são os uigures?
Uigurs dançam nas celebrações do fim do Ramadã em Kashgar, na região de Xinjiang, na China, onde os muçulmanos são maioria
Greg Baker/AFP
A minoria étnica muçulmana uigur vive na província de Xinjiang, tomada pelo governo central chinês em 1949. Até hoje, esses descendentes dos turcomanos lutam pela independência de sua província, rica em recursos naturais.
Xinjiang tem petróleo, gás, carvão, ferro, ouro e uma rica agricultura. É um dos mais importantes celeiros da China. Além disso, sua posição estratégica é chave. Antes, agia como defesa contra a União Soviética, hoje serve como anteparo às repúblicas muçulmanas vizinhas.
A China é acusada de manter campos de detenção em Xinjiang para a minoria uigur. Documentos publicados pela imprensa norte-americana mostraram que eles são aprisionados em massa para serem submetidos a tratamentos para se livrarem do que Pequim chama de “vírus do extremismo religioso”.
Mesquita em Kashgar, na região chinesa de Xinjiang
Greg Baker/AFP
Em novembro, documento mostraram como a China controla tudo nos campos de detenção na região de maioria muçulmana de Xinjiang, desde a frequência dos cortes de cabelo até quando as portas são fechadas.
Em outubro, os EUA proibiram comércio com 28 órgãos e empresas chinesas por causa das violações contra a minoria uigur (veja no vídeo abaixo).
EUA proíbem comércio com 28 empresas chinesas por violações contra minoria uigur

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