Países do tratado Tiar aprovam punição contra funcionários do chavismo na Venezuela




Medida proíbe que 29 pessoas ligadas ao regime de Nicolás Maduro — inclusive o próprio líder chavista — viajem dentro dos limites dos 15 países que assinaram a resolução, entre eles o Brasil e os EUA. Representantes de países signatários do Tiar se reuniram nesta terça-feira (3) para discutir punições ao chavismo na Venezuela
Luis Jaime Acosta/Reuters
Representantes de 15 países signatários do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tiar), entre eles o Brasil, aprovaram nesta terça-feira (3) punir integrantes do regime de Nicolás Maduro na Venezuela.
A medida proíbe que 29 venezuelanos ligados ao governo chavista — incluindo o próprio Maduro — viajem dentro das fronteiras dos países signatários do acordo (leia mais sobre o Tiar no fim da reportagem).
A proibição se estende ao número dois do chavismo, Diosdado Cabello, e ao chanceler Jorge Arreaza, entre outros.
No documento final, os países signatários manifestaram “preocupação com os indícios de participação de pessoas vinculadas ao regime de Nicolás Maduro” em “atos violentos” ocorridas durante as “manifestações populares legítimas em alguns países da região”.
O texto não detalha quais seriam essas manifestações. Porém, na segunda-feira, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, acusou os regimes de Cuba e Venezuela de “tentarem sequestrar” os protestos que ocorrem em diferentes países da América Latina, como Bolívia, Chile, Colômbia e Equador.
Reação do chavismo
Logo depois do anúncio das punições, Diosdado Cabello rejeitou a decisão dos signatários do Tiar. “A Venezuela merece respeito”, afirmou, segundo a agência Reuters.
“Eu rejeito a tentativa imperialista e as tentativas desses aliados norte-americanos de chegarem e se envolverem em assuntos internos da Venezuela”, disse Cabello.
Em seguida, Nicolás Maduro chamou de “fracasso” a reunião do Tiar ocorrida em Bogotá.
“Foi uma reunião de fantoches de palhaços”, afirmou.
Quem assinou a medida?
Os 15 países signatários do Tiar que estiveram na reunião ocorrida em Bogotá, capital da Colômbia, foram os seguintes:
Argentina
Brasil
Chile
Colômbia
Costa Rica
El Salvador
Estados Unidos
Guatemala
Haiti
Honduras
Panamá
Paraguai
Peru
República Dominicana
Venezuela (representada pelo governo interino de Juan Guaidó)
Em setembro, 17 países do Tiar aprovaram resolução que instaurou mecanismo para investigar pessoas e entidades ligadas ao regime de Maduro ao narcotráfico e ao terrorismo.
O Tiar prevê que, se um país da Organização dos Estados Americanos (OEA) for agredido, os outros deverão prestar auxílio. Segundo o tratado, os países membros podem optar por responder com medidas que vão da ruptura de relações diplomáticas ao emprego de força armada.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

For security, use of Google's reCAPTCHA service is required which is subject to the Google Privacy Policy and Terms of Use.

I agree to these terms.