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Brasil transfere presidência do Mercosul para o Paraguai: ‘Sua liderança será de extremo valor’, diz Bolsonaro para Mario Abdo

por Portal Click Política




Discurso de abertura do bloco formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai foi na manhã desta quinta-feira (5), em Bento Gonçalves, onde é realizada a 55ª Cúpula do Mercosul. Mario Abdo Benítez e Jair Bolsonaro durante troca da presidência rotativa do Mercosul.
Reprodução
Jair Bolsonaro transferiu a presidência rotativa do Mercosul para o presidente paraguaio Mario Abdo Benítez, durante reunião da 55º cúpula dos líderes do bloco, na manhã desta quinta-feira (5), em Bento Gonçalves, na Serra do Rio Grande do Sul.
“Ao transmitir, a vossa excelência, a presidência do Mercosul, expresso minha convicção de que sua liderança será de extremo valor para o nosso bloco nessa hora de tantos desafios. Esteja certo de contar com meu apoio pessoal e com apoio determinado de todo o Brasil”, disse.
A troca de comando ocorreu na reunião de abertura do bloco formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Também participam do evento representantes de Chile, Bolívia, Peru, Colômbia, Equador, Guiana e Suriname.
“Estamos dedicados agora a uma nova rodada de reformas para aprofundar a modernização do estado brasileiro e seguir colhendo bons resultados. Para garantir uma infraestrutura de qualidade, nosso governo tem acelerado o programa de concessões e privatizações, que vem atraindo um grande volume de investimentos privados”
Bolsonaro citou, em seu discurso, dois acordos tarifários, um com a União Europeia e outro com a Associação Europeia de Livre Comércio, firmados em junho e agosto deste ano, e acrescentou:
“Agora, precisamos assegurar que esses acordos sejam implementados com rapidez e prosseguir nos contatos com parceiros mundo afora”.
O presidente brasileiro defendeu a redução de impostos como forma de melhorar a economia dos países do bloco.
“Outro fator determinante para nossa participação na economia mundial é o nível do imposto aplicado às importações. A taxação excessiva afeta a competitividade e é prejudicial a quem produz. O Brasil confia na abertura comercial como ferramenta de desenvolvimento. E por isso insiste na necessidade de reduzir ou revisar a tarifa externa comum.”
Jair Bolsonaro ressaltou a importância dos acordos comerciais do Mercosul.
“Não podemos perder tempo, precisamos levar adiante as reformas que estão dando vitalidade ao Mercosul, sem retrocessos ideológicos. Hoje assinamos acordos que vão agilizar e simplificar as trocas entre nós, como o acordo de facilitação de comércio. Temos que seguir avançando igualmente na direção de um Mercosul mais enxuto e eficiente, em sintonia com a racionalização do estado, que levamos adiante no plano interno.”
O presidente brasileiro também defendeu a “democracia como um pilar essencial” ao Mercosul.
Durante o discurso, Bolsonaro ainda informou o pagamento de parte dos valores em débito para o Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem). De acordo com o governo federal, o Brasil é o maior contribuinte do fundo, aportando 70% dos recursos do Fundo. A Argentina é responsável pela integralização de 27% do montante; o Uruguai, pela contribuição de 2%; e o Paraguai, de 1%.
“A solidariedade é dimensão essencial do Mercosul. Por isso, apesar da difícil situação fiscal do Brasil, vamos fazer um pagamento de R$ 12 milhões ao Focem. Esperamos regularizar nossa situação com o fundo num futuro próximo”, disse.

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