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Mulher vítima de estupro é incendiada a caminho do tribunal na Índia

por Portal Click Política




Mulher de 23 anos se dirigia à corte para testemunhar contra estupradores quando grupo de homens, incluindo dois dos suspeitos, a atacou e lhe ateou fogo. Na semana passada, crime semelhante provocou protestos no país. Estudantes em Calcutá, na Índia, participam de protesto na segunda-feira (2) pedindo justiça para mulher que sofreu estupro coletivo e foi incendiada em Hyderabad, no sul do país.
Bikas Das/AP
Uma mulher de 23 anos teve seu corpo incendiado nesta quinta-feira (05/12) a caminho de um tribunal na cidade de Unnao, no estado de Uttar Pradesh, na Índia, onde testemunharia contra dois homens suspeitos de a terem estuprado.
A vítima se dirigia à audiência quando um grupo de homens a agrediu, mergulhando-a em gasolina antes de incendiá-la, de acordo com reportagens da mídia local. Ela está sendo tratada de queimaduras graves, com médicos descrevendo sua condição como crítica.
A polícia prendeu cinco homens, incluindo dois de seus supostos estupradores, sob suspeita do ataque desta quinta-feira.
Homem segura uma placa que diz ‘enforquem os estupradores’ durante protesto na terça (3) contra o estupro e morte de uma mulher de 27 anos em Hyderabad, no sul da Índia.
Francis Mascarenhas/Reuters
Em março, a menina foi estuprada por cinco homens. A polícia prendeu três deles, enquanto outros dois ainda estavam foragidos.
“A vítima foi encaminhada para melhor tratamento num hospital em Lucknow. Ela já havia depositado queixa por estupro, e um dos acusados nesse caso também foi preso”, informou a polícia.
O incidente de quinta-feira ocorreu no distrito de Unnao, onde outra garota foi estuprada em julho. A polícia abriu uma investigação de assassinato contra um político do partido governista, depois que a vítima de 19 anos ficou gravemente ferida num acidente de carro.
A família da jovem alegou que Kuldeep Singh Sengar, deputado do Partido Bharatiya Janata (BJP), do primeiro-ministro Narendra Modi, havia planejado o acidente.
Caso em Unnao é semelhante a outro no sul da Índia, em Hyderabad
G1
Na semana passada, uma veterinária de 27 anos na cidade de Hyderabad, no sul do país, foi estuprada e incendiada, provocando enormes protestos em todo o país.
Jaya Bachchan, ex-atriz de Bollywood e membro do Parlamento indiano, pediu o “linchamento” de estupradores. “Eu sei que parece duro, mas esse tipo de pessoa deve ser levada a público e linchada”, disse Bachchan no Parlamento.
Grupos da sociedade civil também condenaram o brutal caso de estupro, realizando protestos em todo o país.
Estupros na Índia
Mulheres seguram cartazes durante protesto por justiça no caso de uma mulher que sofreu estupro coletivo e foi assassinada em Hyderabad, no sul da Índia.
Manish Swarup/AP
Crimes contra as mulheres têm aumentado no país do Sul da Ásia. Em 2012, o estupro fatal de uma estudante de medicina dentro de um ônibus em movimento chocou o país, levando milhares de pessoas às ruas para exigir leis mais rigorosas contra o estupro.
Em janeiro do ano passado, uma menina de 8 anos foi brutalmente estuprada e assassinada no estado de Jammu e Caxemira. A garota muçulmana foi supostamente sequestrada, confinada sob sedativos e estuprada várias vezes dentro de um templo. Ela foi estrangulada e depois atingida por uma pedra pesada.
Os apoiadores do BJP e outros grupos hindus se uniram em apoio aos estupradores acusados – um caso que dividiu a comunidade da Caxemira.
Embora o governo tenha duplicado, para 20 anos, as penas de prisão para estupradores, os ativistas da sociedade civil continuam a exigir uma implementação mais rápida das leis.
De acordo com os mais recentes números oficiais, a polícia indiana registrou 33.658 casos de estupro em 2017 – uma média de 92 por dia.

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