Chanceler russo diz que EUA não autorizaram divulgação de diálogos sobre eleições de 2016




Agências de Inteligência dos Estados Unidos concluíram que a Rússia interferiu no processo eleitoral, mas o país nega. Sergei Lavrov, ministro de Relações Exteriores da Rússia, durante entrevista coletiva em Moscou
Sergei Karpukhin/Reuters
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse na terça-feira (10) que Moscou gostaria de publicar uma série de comunicações com Washington que, segundo ele, inocentam o país das acusações de interferência nas eleições presidenciais norte-americanas de 2016, mas os Estados Unidos impediram a publicação.
Durante entrevista coletiva conjunta com o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, Lavrov mais uma vez negou a acusação dos americanos de que Moscou teria tentado interferir nas eleições de 2016, que resultou na vitória do presidente Donald Trump. 
“Sugerimos aos nossos colegas que, para afastar todas as suspeitas sem base, nos deixem publicar esse canal próximo de correspondência do período entre outubro de 2016 até novembro de 2017 para que fique muito claro para muitas pessoas”, disse Lavrov .
“Entretanto, lamentavelmente, esse governo se recusou a fazer isso”, acrescentou Lavrov, que iniciou uma reunião com Trump na Casa Branca. “Estamos preparados para fazer isso, publicar as correspondências que aconteceram.” 
Não ficou imediatamente claro a quais comunicações Lavrov estaria se referindo. Ele disse que Moscou “utilizou os canais que existiam” entre Washington e Moscou à época, em 2016, com o governo Obama, e que não havia recebido “nenhuma resposta” quando requisitou uma oportunidade para discutir diretamente as acusações. 
Agências de inteligência dos Estados Unidos concluíram que a Rússia interferiu no processo eleitoral, e uma série de cidadãos e entidades russas foram acusados pelo então procurador especial americano, Robert Mueller. 
O presidente americano enfrenta um inquérito de impeachment por causa de um pedido feito ao presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que investigasse seu adversário político, Joe Biden, um dos favoritos à nomeação democrata para enfrentá-lo nas eleições presidenciais do ano que vem.
Segundo as investigações da Câmara dos Representantes dos EUA, Trump abusou de seu poder ao pedir que uma nação estrangeira interferisse no processo eleitoral americano, e, ainda, tentou obstruir o Congresso quando este tentou investigá-lo no caso.

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