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Greve na França: quase 50% dos passageiros de trens não poderão viajar no Natal

por Portal Click Política




Paralisação chega ao 10º dia. Normalmente, na semana do Natal, circulam na França 5.730 trens de longa distância, internacionais e regionais. Estação Gare de L’Est, em Paris, no dia 13 de dezembro de 2019. Greve na França atinge o transporte de trens
Martin Bureau/AFP
A França vive neste sábado (14) o 10° dia de greve contra a reforma da Previdência. A mobilização continua forte, paralisando principalmente os transportes públicos. A expectativa é que o movimento continue e atrapalhe as viagens e festas de final de ano.
A pedido do governo, a Rede Ferroviária francesa, SNCF, promete para a próxima terça-feira (17) uma previsão exata do tráfego de trens para a época de Natal. O objetivo é informar corretamente todos os passageiros que compraram e reservaram as passagens com antecedência para as férias de final de ano, que começam a partir do sábado (21).
A diretor-geral da SNCF, Rachel Picard, antecipa que mais de 50% dos passageiros poderão partir. Normalmente, na semana do Natal, circulam na França 5.730 trens de longa distância (internacionais e regionais), informa a diretora-geral.
Na sexta-feira (13), o presidente da SNCF, Jean-Pierre Faradou, pediu aos ferroviários para fazer “uma pausa” na greve durante o Natal e o Ano Novo. Mas a trégua foi imediatamente descartada pelos sindicatos, que continuam responsabilizando o governo pela situação.
“Reforma histórica”
O governo convida os sindicatos para uma nova rodada de negociações nesta semana, mas mantém sua determinação em realizar a reforma da aposentadoria chamada de “histórica” pelo presidente Emmanuel Macron. Ninguém parece acreditar em um acordo antes das festas de final de ano.
O tráfego ferroviário continua fortemente perturbado em todo o país. Em média, apenas 25% dos TGVs e trens internacionais circulam, 20% dos regionais e 30% dos suburbanos. No metrô de Paris, a taxa de paralisação é praticamente a mesma que a registrada durante a semana. Nove das 16 linhas estão completamente fechadas, cinco funcionam parcialmente e apenas duas, que são automáticas, circulam normalmente. O serviço de ônibus é um pouco melhor, com 60% da frota em circulação.
A greve contra a reforma da Previdência começou em 5 de dezembro. Os sindicatos não aceitam a proposta do governo de criar um sistema universal de aposentadoria por pontos, reunindo os trabalhadores do sistema público e privado. O anúncio de detalhes do projeto de reforma, feito na última quarta-feira (11) pelo primeiro-ministro Edouard Philippe, acirrou ainda mais os sindicatos. Eles são contrários a ideia do governo de estabelecer em 64 anos (dois a mais do que o estabelecido pela lei) a idade para a aposentadoria na França.
Uma nova mobilização nacional contra a reforma da Previdência foi convocada para terça-feira (17).
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