Principal autoridade do governo francês para reforma da Previdência renuncia




Jean-Paul Delevoye tinha outros empregos além de comissário da Previdência, incluindo o de administrador de um instituto de treinamento de seguros, um setor que poderia ser beneficiado pela reforma das regras de aposentadoria. Jean-Paul Delevoye em imagem do dia 11 de dezembro, quando ele ainda era o relator da reforma da Previdência da França
Thomas Samson/Pool via Reuters
O alto comissário para Pensões do governo da França, Jean-Paul Delevoye, renunciou nesta segunda-feira (16), depois que a mídia local noticiou que ele não declarou publicamente os cargos que ocupava paralelamente à sua posição na administração pública.
A renúncia, antecipada pelo jornal “Le Monde”, ocorre em um momento crucial para o presidente Emmanuel Macron, cujo governo está em um impasse com sindicatos que vêm intensificando os protestos contra a reforma da Previdência e que exigem o abandono da proposta.
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A Presidência francesa disse em um comunicado que aceitou a renúncia de Delevoye, que ele apresentou para não prejudicar o trabalho do Executivo.
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“O presidente louva seu comprometimento pessoal e seu trabalho na reforma da Previdência”, disse o texto. “Sua saída permite o esclarecimento da situação.”
A pressão pela demissão aumentou na semana passada devido ao conflito de interesse em potencial, uma vez que Delevoye não revelou ocupar 13 postos, incluindo o de administrador voluntário de um instituto de treinamento de seguros — um setor que poderia ser beneficiado pela reforma da Previdência.
Delevoye já havia dito que foi um erro não divulgar os cargos. No domingo (15), porém, vários ministros o defenderam, dizendo que ele agiu de boa fé.
A renúncia é uma perda para Macron, não somente porque Delevoye era o principal articulador da reforma, mas um de seus aliados mais confiáveis e um dos poucos com experiência ministerial.

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