Sudão condena 29 agentes de inteligência a enforcamento por assassinato de professor




Foi a primeira vez que uma corte emitiu condenações em reação à repressão dos protestos nos meses que transcorreram antes e depois da queda do ex-presidente Omar al-Bashir. Pessoas comemoram do lado de fora do tribunal em Omburman, no Sudão, nesta segunda-feira (30), a sentença que condenou 29 membros do serviço nacional de inteligência à morte por enforcamento pela morte de um professor em fevereiro
Mohamed Abdallah/Reuters
Um tribunal do Sudão condenou 29 membros do serviço nacional de inteligência à morte por enforcamento, nesta segunda-feira (30), devido ao assassinato de um professor detido em fevereiro durante protestos que levaram à queda do ex-presidente Omar al-Bashir.
Foi a primeira vez que uma corte emitiu condenações em reação à repressão dos protestos nos meses que transcorreram antes e depois da deposição de Bashir, ocorrida em abril.
Treze réus receberam penas de prisão e outros quatro foram absolvidos no veredicto, que pode enfrentar várias fases de apelação.
A morte do professor Ahmed al-Khair na cidade de Khashm al-Qirba, no leste do país, se tornou uma motivação durante as 16 semanas de manifestações contra o governo de Bashir.
A família de Khair disse que, inicialmente, autoridades de segurança afirmaram que ele morreu por envenenamento, mas dias depois uma investigação estatal revelou que ele faleceu por causa dos ferimentos após ser espancado.
Centenas de pessoas se reuniram diante do tribunal de Omdurman, onde o veredicto foi pronunciado nesta segunda-feira, algumas acenando com bandeiras da nação ou segurando fotos de Khair.
Pessoas comemoram do lado de fora do tribunal em Omburman, no Sudão, nesta segunda-feira (30), a sentença que condenou 29 membros do serviço nacional de inteligência à morte por enforcamento pela morte de um professor em fevereiro
Mohamed Abdallah/Reuters

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