Homem mata uma pessoa a facadas antes de ser morto pela polícia perto de Paris




Crime aconteceu em um parque na cidade de Villejuif. Duas pessoas ficaram feridas no ataque, uma em estado grave. Policiais são vistos em L’Haÿ-les-Roses, na França, no local onde a polícia matou um homem que utilizou uma faca para matar uma pessoa e ferir pelo menos outras duas outras em um parque em Villejuif, no sul de Paris
Christophe Archambault/AFP
Um homem armado com uma faca matou uma pessoa e feriu outras duas, uma delas gravemente, em um parque na cidade francesa de Villejuif, nos arredores de Paris, antes de ser morto por agentes da polícia.
O ataque ocorreu por volta das 14h (10h no horário de Brasília) desta sexta (3) no parque Hautes-Bruyères.
O agressor, cujos motivos ainda não foram esclarecidos, tentou fugir depois do ataque e morreu ao ser atingido por disparos de policiais na localidade vizinha de L’Haÿ-les-Roses.
Segundo o prefeito de Villejuif, Franck Le Bohellec, o homem morto é um morador local de 56 anos. “Ele estava passeando com sua esposa quando o atacante se aproximou. Ele quis proteger sua esposa e foi ele quem levou a facada”, disse à AFP.
Segundo uma fonte próxima ao caso, a vítima gravemente ferida é um homem, enquanto a terceira vítima é uma mulher que sofreu ferimentos leves.
Uma foto tirada do local onde o agressor foi morto e enviada à AFP mostra-o deitado de costas em uma rotatória, vestido com o que parece ser um traje tradicional preto do tipo jelaba.
Ele “fugiu para o shopping center de L’Haÿ-les-Roses, onde aparentemente pretendia continuar seu ataque”, disse o prefeito de Haÿ-les-Roses, Vincent Jeanbrun, ao canal BFMTV.
“Felizmente, a polícia foi rapidamente alertada e conseguiu chegar rapidamente ao local e neutralizá-lo, matando-o”, acrescentou.
O secretário de Estado para o Interior Laurent Nuñez, o procurador nacional de combate ao terrorismo Jean-François Ricard e o prefeito da polícia de Paris, Didier Lallement, dirigiram-se rapidamente ao local.
O secretário de Estado para o Interior Laurent Nuñez fala com a imprensa após sua chegada ao local do crime
Christophe Archambault/AFP
A França vive sob a ameaça constante de atentados, e este último acontece alguns dias antes do aniversário dos ataques jihadistas contra a revista satírica Charlie Hebdo e a um supermercado kosher em 7 e 9 de janeiro de 2015.
Em 2019, a justiça antiterrorista processou três casos de ataques: um ataque com faca, em março, a dois guardas penitenciários da prisão de Condé-sur-Sarthe (noroeste da França) por um detento radicalizado, Michaël Chiolo, um ataque a bomba em frente a uma padaria em Lyon (centro-leste) em maio, que feriu 14 pessoas, e um ataque na sede da polícia de Paris em 3 de outubro.
Neste último ataque, a investigação ainda não conseguiu determinar oficialmente as motivações de Mickaël Harpon, um agente suspeito de radicalização, que esfaqueou quatro de seus colegas antes de ser abatido.
Se essas quatro vítimas forem incluídas, a onda de ataques na França deixou 255 mortos desde o início de 2015.
No total, 60 ataques foram frustrados desde 2013, incluindo o último no final de setembro, segundo o Ministério do Interior.

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