PT acusa Trump de visar o petróleo no Oriente Médio

Em nota publicada neste sábado (4), o Partido dos Trabalhadores condenou o ataque dos Estados Unidos no Iraque que matou, entre outras pessoas, o general iraniano Quasem Soleimani.

Segundo o PT, os Estados Unidos estimulam conflitos, desestabilizam a região e colhem resultados financeiros expressivos para investidores das indústrias armamentista e do petróleo.

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O partido também lamentou a postura do governo de Jair Bolsonaro, que manifestaou apoio à ação sob o argumento de combate ao terrorismo.

Leia abaixo a nota na íntegra:

O Partido dos Trabalhadores (PT) condena com veemência o ataque no dia 2 de janeiro contra militares iranianos, iraquianos e libaneses nas proximidades do aeroporto de Bagdá por mísseis dos Estados Unidos.

A medida levou à morte do General Quasem Soleimani, comandante das forças “Al Quds” do Irã, além da de sete outras pessoas de várias nacionalidades conforme divulgado até o momento.

Lamentável que o governo brasileiro tenha manifestado apoio a tal ação sob o argumento de combate ao terrorismo. Esse argumento falso encobre a atuação sistemática e criminosa dos EUA no Oriente Medio há muito tempo, estimulando conflitos, desestabilizando a região e colhendo resultados financeiros expressivos para investidores das indústrias armamentista e do petróleo.

Serve ainda como parte da estratégia de campanha do presidente estadunidense à sua reeleição no segundo semestre deste ano. Esperamos que a opinião pública mundial e a estadunidense em particular se posicionem contra este tipo de manobra eleitoral que somente tende a aprofundar o conflito na região gerando mais violações dos direitos humanos e ressentimentos. Sucessivos governos dos EUA e particularmente o atual, têm contribuído para agravar os litígios no Oriente Médio.

Fazemos um chamado pela paz e pelo cumprimento dos acordos multi e plurilaterais, incluindo o acordo nuclear assinado com o Irã durante o mandato do presidente Barack Obama e é fundamental que o governo dos EUA e de seus aliados recuem imediatamente de sua interferência nociva no Oriente Médio.

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