Hezbollah diz que é hora de aliados do Irã começarem a trabalhar para vingar Soleimani




O líder do grupo libanês prevê um ‘longo caminho’ para seu objetivo de expulsar as tropas norte-americanas da região e diz que retaliação aos EUA pode acontecer em dias, semanas ou meses. O grupo libanês Hezbollah afirmou, neste domingo (12), que chegou a hora de os aliados do Irã começarem a trabalhar para vingar o assassinato do general Qassem Soleimani, embora o objetivo de expulsar as forças norte-americanas da região exija “um longo caminho”.
Apoiadora do líder do Hezbollah Sayyed Hassan Nasrallah usa as palavras ‘vingança poderosa’ na mão, em referência à morte de Soleimani, antes de um discurso de Nasrallah na TV em Beirute, no Líbano, neste domingo (5).
Maya Alleruzzo/AP
O líder do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, também negou que o general iraniano estivesse planejando explodir embaixadas norte-americanas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que ele foi morto após aterrissar em Bagdá em parte porque “estavam avaliando explodir nossas embaixadas”.
A retaliação aos EUA aconteceria “nos próximos dias, semanas e meses”, disse Nasrallah, acrescentando que é um “longo caminho”.
O Irã respondeu à morte de Soleimani lançando mísseis em duas bases militares no Iraque que abrigam forças norte-americanas, na quarta-feira. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, chamou o ataque de “tapa na cara” dos Estados Unidos e disse que as tropas norte-americanas deveriam deixar a região.
Embora a região permaneça tensa, os dois lados não intensificaram o conflito desde o ataque iraniano.
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O que é o Hezbollah?
O Hezbollah, grupo fortemente armado designado como organização terrorista pelos EUA, foi estabelecido em 1982 pela Guarda Revolucionária do Irã e é uma parte importante da aliança regional liderada por Teerã conhecida como “eixo da resistência”.
Os Estados Unidos culpam o Hezbollah pelo ataque suicida que destruiu o quartel-general dos fuzileiros navais em Beirute, em outubro de 1983, matando 241 pessoas, e por um ataque suicida no mesmo ano na embaixada dos EUA.
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