Bernie Sanders, pré-candidato nos EUA, afirmou a uma concorrente que uma mulher não consegue vencer




Em um encontro particular em dezembro de 2018, Bernie Sanders teria dito à Elizabeth Warren que uma mulher não conseguiria derrotar Donald Trump; ele nega. Bernie Sanders e Elizabeth Warren durante o segundo debate entre os pré-candidatos do Partido Democrata, em julho de 2019
Lucas Jackson/Reuters
O senador Bernie Sanders, considerado um dos pré-candidatos mais esquerdistas do Partido Democrata dos Estados Unidos, disse a Elizabeth Warren que uma mulher não poderia ganhar as eleições de 2020, de acordo com a mídia americana.
O diálogo aconteceu durante um encontro entre Bernie Sanders e Elizabeth Warren em dezembro de 2018. A CNN ouviu quatro pessoas que estiveram presentes. O “The New York Times” confirmou o conteúdo da conversa.
Segundo a emissora, os dois se comprometeram a não se atacar publicamente e discutiram como derrotar o presidente Donald Trump, que busca a reeleição. Warren também pertence à ala mais esquerdista do Partido Democrata.
Nesse contexto, Warren afirmou que ela tem capacidade de atrair votos de mulheres. Sanders então teria dito que ele não acreditava que uma mulher poderia vencer.
Depois da veiculação da conversa pela rede de TV, Warren afirmou em um comunicado: “Entre os tópicos que apareceram estava o do que aconteceria se uma mulher candidata fosse nominada pelo Partido Democrata. Eu pensei que uma mulher poderia ganhar, ele discordou”.
Sanders negou ter feito o comentário e acusou a campanha de Warren de mentir. “É ridículo acreditar que no mesmo encontro no qual Elizabeth Warren me disse que ele iria concorrer à presidência, eu diria a ela que uma mulher não poderia vencer.”
Ele descreveu a conversa da seguinte maneira: “O que eu disse naquela noite foi que Donald Trump é machista, racista e mentiroso e que iria usar qualquer arma que pudesse. Se eu acredito que uma mulher pode vencer em 2020? Claro! Afinal de contas, a Hillary Clinton ganhou de Donald Trump por 3 milhões de votos em 2016”.
Sanders se refere ao fato de Clinton ter tido mais votos que Trump em 2016, mas ter perdido as eleições por causa das regras da votação nos EUA.
A eleição para presidente americano não é direta, como no Brasil. Lá, os eleitores escolhem um delegado, e, para ser eleito, o candidato precisa ter a maioria dos delegados. Além disso, o voto é distrital.
Na maioria das vezes, o vencedor tem mais eleitores e mais delegados, mas é possível que o presidente perca no voto popular, como Trump em 2016.
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