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Ex-militar dos EUA admite roubo de U$200 mil de fundo de contraterrorismo

por Portal Click Política




Ex-sargento e outros quatro soldados tiveram acesso a fundos sigilosos disponibilizados às Forças Especiais em apoio a operações de contraterrorismo, que eles enviaram para seus familiares nos EUA, disseram procuradores. Patrulha dos EUA no Afeganistão, em imagem de 2016
Oleg Popov / Reuters
Um ex-membro das forças especiais do Exército dos Estados Unidos admitiu ter conspirado com quatro outros para roubar US$ 200 mil (R$ 826 mil, na cotação atual) do governo destinado a combater o terrorismo no Afeganistão, e pode pegar 15 anos de prisão, disseram procuradores federais.
O ex-sargento de primeira classe William Chamberlain, de 46 anos, confessou a conspiração e a receptação de propriedade governamental roubada em um tribunal federal da Carolina do Norte depois de refutar as acusações durante anos, segundo os procuradores.
Quatro outros soldados admitiram sua culpa em 2014, enquanto Chamberlain planejava se defender em um julgamento. Todos eles pertenceram ao 3º Grupo das Forças Especiais do Forte Bragg, na Carolina do Norte, e serviram no Afeganistão.
Depois que Chamberlain argumentou que precisava ter acesso a informações sigilosas para preparar sua defesa, o juiz se pronunciou contra ele por considerar que tais informações não seriam úteis para sua defesa, de acordo com um comunicado do gabinete da Procuradoria do distrito leste da Carolina do Norte.
Os cinco réus foram acusados de roubar US$ 200 mil entre julho de 2009 e janeiro de 2010, quando estavam juntos no Afeganistão.
Eles tiveram acesso a fundos sigilosos disponibilizados às Forças Especiais em apoio a operações de contraterrorismo, além de dinheiro destinado a comprar suprimentos e auxiliar projetos humanitários, como construiu estradas, escolas e clínicas médicas, disseram procuradores.
Eles converteram o dinheiro roubado em ordens de pagamento postais compradas em agências do correio no Afeganistão, enviaram dinheiro a parentes pelo correio ou levaram dinheiro de volta para casa depois de serem dispensados, sempre de acordo com os procuradores.

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