Nenhum partido terá maioria no Congresso do Peru, aponta boca de urna




Cerca de 10 partidos devem ocupar assentos vagos desde dissolução do Parlamento, em setembro. Força Popular, sigla da oposição liderada por Keiko Fujimori, perdeu o controle e recebeu apenas 7,1% dos votos, segundo sondagem. Peruano vota em Lima, no domingo (26)
Reuters/Sebastian Castaneda
Os peruanos elegeram neste domingo (26) um novo Congresso com cerca de 10 partidos representados e nenhuma maioria, de acordo com uma pesquisa de boca de urna da Ipsos divulgada pela mídia local, para reconstituir um legislativo vago desde sua dissolução em setembro.
Os números iniciais indicam que a Força Popular, o partido da oposição liderado por Keiko Fujimori, perdeu o controle do Congresso e recebeu apenas 7,1% dos votos.
O Congresso foi fechado no ano passado pelo presidente Martin Vizcarra, após uma longa batalha contra os legisladores por uma ação anticorrupção.
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O resultado é um golpe no partido de Fujimori, que perdeu o controle de um importante ramo governamental e cuja popularidade cada vez menor pode significar problemas para suas chances na próxima eleição presidencial do Peru em 2021.
O novo equilíbrio de poderes dará a Vizcarra uma nova chance de impulsionar seu pacote de reformas anticorrupção que enfrentaram forte resistência por parte da maioria oposicionista no Congresso.
A eleição especial foi convocada no ano passado, quando Vizcarra usou uma disposição constitucional controversa para fechar o Congresso depois que eles repetidamente falharam em endossar seus planos. A medida foi considerada legítima pelo tribunal superior do Peru no início deste mês.
Vizcarra não tem representação partidária no Congresso, mas os partidos central e de esquerda mostraram apoio geral à sua agenda.
O novo Congresso terá vida curta e será substituído por uma legislatura padrão de cinco anos em 2021, quando o Peru também celebrará 200 anos de independência.
Todos, exceto um dos partidos que devem ganhar assentos receberam entre 5% e 9% dos votos, segundo a pesquisa. A Ação Popular de centro-direita será o maior bloco, com 11,8% dos votos.
Fujimori é filha do ex-presidente do Peru, Alberto Fujimori, que cumpre uma sentença de 25 anos por crimes de direitos humanos e corrupção. Ela própria foi libertada da prisão em novembro, em meio a uma investigação sobre corrupção.
O ex-presidente Fujimori é uma figura divisora no Peru. Ele governou entre 1990 e 2000, fortalecendo a economia do país, mas seu governo foi cercado por alegações de abuso de direitos e escândalos de corrupção que finalmente levaram à sua renúncia.
A Força Popular foi a segunda colocada nas últimas duas últimas eleições presidenciais do Peru, em 2011 e 2016, quando Keiko foi sua candidata.

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