Sem tratamento para o coronavírus, China recomenda antirretrovirais e medicina tradicional para amenizar sintomas




Remédios para tratar HIV e composto feitos com cálculos biliares de gado foram sugeridos pela Comissão Nacional de Saúde da China como método de tratamento para a doença. Imagem de ciclista com máscara para se proteger contra o coronavírus, em Pequim, em 6 de fevereiro de 2020
Carlos Garcia Rawlins/Reuters
O governo chinês está testando medicamentos já existentes para tratar o coronavírus, que ainda não tem vacina ou tratamento específicos. Até as 11h30 desta quinta-feira (6), o vírus conhecido tecnicamente como 2019-nCoV já havia matado 564 pessoas na China e infectado mais de 28 mil.
A Comissão Nacional de Saúde da China recomendou o uso de medicamentos tradicionais chineses em combinação com remédios alopáticos, como os anti-retrovirais usados para tratar o HIV, entre eles o Lopinavir e Ritonavir.
Já o departamento nacional de saúde sugeriu a “pílula bovina do Palácio Pacífico” – feita com cálculos biliares de gado, chifre de búfalo, jasmim e pérola – para amenizar os sintomas graves do coronavírus, como chiado e dificuldade respiratória. As informações são do jornal norte-americano The New York Times.
Confira a situação até as 11h50 desta quinta-feira (6):
564 mortes por coronavírus na China
1 morte nas Filipinas
28.060 casos confirmados na China
Mais de 1,1 mil infectados já se recuperaram, na China
Mais de 200 casos confirmados em outros 24 países
No Brasil, há 9 casos suspeitos e nenhum confirmado até as 10h desta quinta (6)
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Segundo a publicação, não há provas clínicas de que raízes de plantas, alcaçuz e a Pílula Bovina do Palácio Pacífico possam ajudar a combater a doença. Os médicos que apoiam dizem que o tratamento pode ajudar a aliviar sintomas como inchaço nos pulmões, com menos efeitos colaterais. Os críticos dizem que o uso de tais misturas pode levantar preocupações sobre a segurança do paciente.
Cheng Yung-chi, professor de farmacologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Yale, aprovou a iniciativa. “Acho que é a abordagem correta”, disse ao NYT. “As evidências virão e temos que dar o benefício da dúvida.”
Entre 2002 e 2003, durante o surto da Síndrome Respiratória Aguda (Sars), os médicos descobriram que os esteroides prescritos para reduzir a inflamação tinham efeitos colaterais como a diminuição da densidade óssea. A medicina chinesa, disseram eles, mitigaria algumas dessas reações adversas.
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