Aparição histórica de Lula na frente de Bretas mostra que ex-presidente é muito mais forte do que seus algozes

Depois de quase 60 dias mantido como preso político na sede da Polícia Federal em Curitiba, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reapareceu nesta terça-feira, 5, sereno e bem humorado. Enquanto isso, seus algozes, do Poder Judiciário, mal sabiam como conduzir um processo ridículo, que apura se o Brasil comprou votos para sediar a Rio 2016.

Na condição de testemunha de defesa do ex-governador Sérgio Cabral, Lula lembrou que, quando ouviu o presidente do Comitê Olímpico Internacional, abrindo o envelope e falando “Rio de Janeiro”, viveu um dos momentos mais emocionantes da sua vida.

“Eu não sei qual o critério do cidadão que diz que foi trapaça [a escolha do Rio de Janeiro]. Esse cidadão não deve saber nada. O ambiente no COI era de muita seriedade”, disse o ex-presidente.

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Lula também reforçou que o fato dos países africanos terem apoiado a candidatura do Rio era quase óbvia. “O Brasil era o país mais próximo da África. Eu viajei 34 vezes para África, visitei 29 países, abri 19 embaixadas na África. Isso dava aos africanos quase uma irmandade com Brasil”, afirmou ele”, destacou.

Na mesma ação, em que também é réu o ex-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) Carlos Arthur Nuzman, o ex-craque Pelé foi ouvido como testemunha e negou ter discutido pagamento de propina para o voto de delegado do Senegal em favor da candidatura do Rio de Janeiro como sede dos Jogos.

CLICK POLÍTICA com informações de brasil247

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