ATRÁS DE RECUPERAR FAMA? Juiz do “auxílio-moradia dobrado” diz que pressão para Cármen Lúcia rever segunda instância é “politicagem”

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O juiz Marcelo Bretas, da Lava Jato no Rio de Janeiro, criticou neste domingo (11) a suposta pressão de políticos investigados sobre o STF (Supremo Tribunal Federal) pela revisão da prisão após condenação em segunda instância.

“Prefiro acreditar que não há, em nosso STF, quem permita esse tipo de abordagem imoral (“influência no Judiciário”). Seria isso uma politicagem de baixo nível que desrespeitaria por completo a independência do Poder Judiciário, desonrando os envolvidos”, afirmou, em publicação no Twitter.

Bretas compartilhou uma coluna do jornal Folha de S.Paulo que trata sobre integrantes do PT, MDB e PSDB que estariam recorrendo ao Planalto para influenciar o Supremo a pautar o assunto.

.Na publicação fixada em seu perfil, de 6 de março, Bretas também fez um comentário sobre a independência do Judiciário. “Os Poderes da República devem ser independentes e harmônicos entre si, jamais subservientes e íntimos. Uma das causas da corrupção é a certeza da impunidade, de que os ‘apadrinhados’ de hoje serão os ‘protetores’ de amanhã.”

Bretas anunciou em janeiro que iria se ausentar do Twitter, após vir a público que ele e a esposa, ambos juízes, entraram na Justiça para conseguir o auxílio-moradia. Contudo, ele voltou a publicar em fevereiro na rede social.

Apesar das pressões que vem sofrendo, a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, decidiu não pautar para abril ações que podem modificar a decisão da Corte sobre execução da pena após condenação em segunda instância. A pauta foi divulgada na última sexta-feira (9).

UOL

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