ARROCHO SALARIAL: Professores serão pagos por aulas dadas e não por jornadas semanais, aponta MEC

29

O economista Ferdinando C Burlamaque enviou ao ministro Mendonça Filho um extenso documento onde, dentre outros pontos, defende o fim da contratação de professores públicos por jornadas de trabalho, sejam de 20, 40 ou outro número qualquer de horas semanais.

Burlamaque é doutor em administração pública e especialista em políticas educacionais, e opina que o melhor é pagar o professor de acordo com a quantidade de aulas que ele efetivamente ministrar por dia, semana ou mês.




Segundo assessores do MEC, Mendonça Filho está ansioso para ler o domento e deverá se posicionar sobre a questão tão logo obtiver um parecer técnico sobre o tema.

Para o Dr Burlamaque, o atual modelo de remuneração do magistério está completamente falido. “Na prática, os governos fingem que pagam e os professores fingem que trabalham. Exemplo disso é o piso nacional da categoria, que prefeitos e governadores ignoram, o que leva os educadores a greves e mais greves. Quem perde é a sociedade”, diz.

O economista afirma que receber por hora-aula dada seria muito vantajoso para os docentes, pois “ao invés de um salário fixo mensal que não sobe nunca, o professor receberia de acordo com sua produção: quanto mais aulas no mês, mais dinheiro no bolso. O pagamento poderia inclusive cair na conta toda quinzena ou até por semana. Há tecnologia para isso”, declara.

O especialista destaca também que “essa nova metodologia de contratação ajudaria a afastar das redes públicas professores faltosos, que incham a máquina e comprometem a valorização de quem de fato quer trabalhar”.

Armadilha

Para a educadora Graziella M Ibiapina, no entanto, tal ideia não passa de uma armadilha para tentar induzir os professores a mais sacrifícios e arrocho salarial. Ibiapina diz que esse método de pagar por hora dada é totalmente inviável, pois levaria a sérios conflitos nas escolas. “Quem determinaria, e sob quais critérios, que professor A ou B daria mais ou menos aulas?, indaga.

A educadora destaca também que os professores virariam uma espécie de máquinas caça-aulas, sem direito sequer a adoecer ou eventualmente se ausentar para resolver problemas pessoais, pois teriam suas produtividades rebaixadas no mês e os salários diminuídos ou até zerados. “É uma lógica privatizante”, alerta.

Tal projeto, pondera por fim a educadora, só interessa ao próprio ministro privatista Mendonça Filho e à maioria de prefeitos e governadores, que não têm compromissos com a educação pública ou melhorias para os profissionais da área. “Uma furada, portanto”, afirma. “O correto é lutar por uma carreira e política salarial nacional que contemple os anseio históricos do magistério”, conclui.

você pode gostar também Mais do autor

29 Comentários

  1. Seli Cavalcante Diz

    Isso não existe, é algum gestor revoltado com a classe ,porque professores são formadores de opiniões e para o político corrupto ,quanto mais cidadãos alienados melhor.Essa medida só seria boa para os políticos que gostam de perseguir funcionários. O povo jamais vai deixar isso acontecer ,essa farra que estão fazendo no Brasil vai acabar logo ,faltam só 2 anos para a população decidir quem manda nessa zorra.

  2. Elisabeth Bartelega Diz

    Concordo com a educadora Graziela Ibipina quando diz: Quem determinaria? Qual professor pegaria mais ou menos aulas? Quais critérios? Nos tornaríamos uns caça-aulas, sem direitos.E tem ainda certos diretores e governo achando que estão fazendo algum favor para o professor. Poderámos cair na armadilha do protecionismo, de indicar aulas para esse ou aquele professor. Perigoso. temos sim que lutar por respeito aos nossos direitos, um piso que valorize o trabalho do professor. O que o governo quer é apenas diminuir gastos explorando uma classe tão sacrificada como a nossa.

  3. Edgar Diz

    É simplesmente lamentável o maneira como são tratados educação, saúde e previdência. Não dá para acreditar.
    Edgar Pereira Coelho/UFV.

  4. Bendita Costa Diz

    Estou pasma com os acontecimentos pós golpe. Sinto vergonha dos políticos do meu país, sim porque são a maioria votando contra trabalhadores (as) e sem o menor escrúpulos. O povo brasileiro precisa saí da inércia , lutar para tirar esses sangue sugas oportunistas ,que discaradamente aumentam seus próprios salários e de seus aliados e ainda tem coragem de falar em contenção de gasto público. Fora Temer sua corja

  5. Dolores L. Vieira Diz

    Que piada. Imagine os deputados, senadores…que fingem que trabalham então provavelmente vão diminuir o salário deles também, vindo a igualar ao de um professor…..ou até menos.
    Indignada!

  6. Karla Mello - Viver de Youtube Diz

    Você é afiliado de produtos digitais?
    Gostaria de saber 1 técnica simples para gerar mais vendas?
    Clica no meu nome para você saber mais…

  7. Francinete soares Martins Diz

    O senhor Burlamaque é mais um burocrata de gabinete que se acha especialista em educação. Meu senhor entende de educação quem tem dez ou mais anos de sala de aula e que acorda todos os dias quatro e meia da madrugada, pega um pau de arara levando filho no colo porque não tem com quem ficar e encara uma jornada de trabalho estressante e ainda tem motivação para trabalhar.Agora me vem o senhor dizer o quer melhor para nossa categoria?? Nos respeite o senhor entende é o que é ficar em uma cdeira fofa no ar condicinado ganhondo orrores para ajudar a pejudicar a vida profissional de quem mata um leão por dia para sobreviver em país desigual vomo o nosso.

  8. Leandro Diz

    Pela proposta, os professores poderiam até receber abaixo de um salário mínimo dependendo da quantidade de aulas! Pode?

  9. Luzanete Ramos Diz

    Vocês precisam tomar vergonha nessa cara de vocês e começarem a respeitar o professor como no Japão ,onde o imperador se curva perante um professor.Parem de roubar , parem de ter regalias e salarios absurdos seus politicos corruptos. E valorizem quem realmente trabalha nesse país os que sai todos os dias de suas casas e vão trabalhar para ganhar um salario que não dá nem para sobreviver.Parem de perseguir trabalhadores . Vão eliminar esse monte de deputados ,senadores ,pra que tantos , comecem o corte de despesas por eles que nào trabalham ,esses é que fingem que trabalham e ainda recebem muito por não fazerem nada .

    1. Alexnaldo Cerqueira da Silva Diz

      Amigos. Não percamos tempo com BOATOS. Sim Essa notícia é boato e já foi desmascarada já há dois dias. Vejam o link: http://www.boatos.org/politica-2/mec-professores-pagos-hora.html

      Uma pena que isso não é verdade. Lembrando a todos, que no Japão, o professor é remunerado por hora, bem como nos EUA e na Inglaterra. Então, remunerar por hora não é o problema.

  10. Frank Diz

    O trabalho docente hoje nas escolas acontece a partir de planejamento subjetivo a cada instituição, levando em conta o perfil da comunidade escolar e as necessidades específicas detectadas nas mesmas. Estratégias e metodologias que vão além do ato de “lecionar” são diariamente acrescentadas ao trabalho do professor como se fossem de sua responsabilidade. Gostaria de saber como isso vai acontecer ao transformarem o docente em mais um mero prestador de serviço para as Escolas??
    Pois o que se percebe com essa nova proposta é que chegaremos no trabalho e os alunos estarão pontinhos, aguardando apenas para receber, organizar e nos dar um retorno satisfatório das informações e conteúdos propostos pelas escolas.

  11. Fernanda Taran Diz

    E a pesquisa, extensão… acaba-se tudo?! É só aula?! Que eu saiba não… me contrato é bem claro sobre ensino, pesquisa e extensão além de atividades administrativas… vão pagar por isso tb?! E as horas que montamos aula a noite, de fim de semana?! Desrespeito ao magistério…

  12. GOOTTMBERGUE MANGUEIRA Diz

    Ridículo, simplesmente ridículo! Estão procurando a todo custo imbecilizar a profissão do magistério, inventando de tudo para que o professor fique desestimulado, mais do que já está para que assim, a educação não cumpra seu papel de educar e mostrar aos jovens e adolescente o quanto tem canalha na política querendo destruir o país.

  13. Indiara Nunes Diz

    O cara, com crteza, não está bem! Onde está o respeito pelo profissional? Viramos edcravos de uma nação onde dá pra contar nos dedos quem não quer ferrar com a vida profissional do magistério. Se pararem de desviar verbas vai sobrar muito dinheiro!

  14. Graça Araujo. Diz

    Políticos são frutos de um professor(a) que deixou seus filhos em casa trancados para poder trabalhar,que come dentro de um ônibus porque ele tem obrigação de cumprir horário,que tem calo na garganta de explicar e reclamar alunos na sala,que tem varizes nas pernas,porque nao pode sentar na sala de aula,se veste mal por não ter condicoes,e não ganham um salário digno.O que mais voces querem tirar do professor. Fica a dica.

  15. Alex Carneiro Diz

    A maior parte das universidades particulares paga seus professores por hora de aula. Isto gera problemas e soluções, por exemplo, o professor tem mais autonomia e consegue conciliar melhor o trabalho com a vida pessoal, mas pode gerar uma queda na qualidade do ensino, já que muitos professores acabam assumindo disciplinas que não dominam apenas para aumentar a carga horária.

    Acredito que o modelo seja válido sim, mas que seja muito bem analisado antes de implementado para reduzir as consequências negativas.

    1. Rogério Diz

      Concordo com você Alex, porém se os governos: municipal e estadual pagarem o mesmo valor a que uma universidade paga por hora aula, sem problemas!

    2. Lelito Diz

      Caro Alex,nas universidades privadas os professores recebem para dá aula,nao desenvolve pesquisa,nao faz extensão universitária. Eles não querem que o Brasil faça o que fez o Japão nos pós segunda guerra mundial.

  16. MARCOS AURELIO DE MELO Diz

    Por que a classe política anda tão preocupada com os professores? Políticos do Brasil tenham vergonha na cara e deixem de inventar peripécia em cima da nossa classe. Que vocês ganhassem seus salários se baseando no salário mínimo e sem regalias e vocês sim, ganhassem por hora trabalhada ganhando salarios baseado no máximo em 10 mínimos. Vão arranjar uma lavagem de roupa corruptos.

  17. Maria da Penha Diz

    Maruza Helena, Patrícia, e Flavia, Parabéns pelo raciocínio, totalmente lógico de vocês! Eles eram para se lembrar que subiram de Patamares, porque foram exatamente, os Professores deles que contribuiram para isso, atuando com suas responsabilidades de sala de aula. Nós, professores, somos exemplos pra eles e principalmente no cumprimento da Carga Horária de trabalho, o que eles não fazem, como todo mundo sabe. Um abraço amigas!

  18. Maria Diz

    Um absurdo. Faz mais de 20 anos que trabalho na educação e todos os professores faltosos, faltam porque precisam ir ao médico ou tem problemas muito sérios como síndrome do pânico e/ou depressão. Já são penalizados, quando não trazem atestados o salário é descontado na folha. Deveriam estarem preocupados eram em melhorarem a qualidade do ambiente de trabalho e valorizarem os professores. E olhe que já trabalhei em várias escolas.

    1. Wiltemberg Junior Diz

      No caso ele está se referindo aqueles que são faltosos… Eu ja fui aluno e bebia muito com meus professores, que faltavam alguns dias e nem tinham atestado, somente faltava e pouco se lixava para os alunos..

      1. Rodrigo Marcelo Diz

        Não adianta ficar trocando seis por meia dúzia. A questão é que os professores não terão uma renda fixa, e alguns poderão ficar com um salário abaixo do salário mínimo. Não se pode generalizar o segmento do trabalho docente, pois tem muita gente que quer trabalhar na área, mas as condições ficam cada vez piores e menos atrativas.

  19. Flávia Diz

    Profissionais aleatórios lidando com a educação… Só pode dar em fracasso.

  20. Maruza Helena Diz

    Ridículos…..esses políticos Sáfados e ladrões. …acham que somos como eles….recebem sem trabalhar….o meu filho…..não tem como professor receber sem trabalhar não. …as 7 hs da manhã. … a turma está lá nos esperando….se por ventura temos que faltar. …pagamos para alguém dar aula no nosso lugar…..e vcs políticos fossem receber por hora de trabalho real….sairia com o contra cheque zerado.

  21. Patrícia Diz

    Tmb não consigo entender porque querem tanto mudar o salário e a carga horária do professor. Por que? Estão achando que ganham muito e trabalham pouco? Deveriam olhar para os próprios salários.

  22. Filipe Cerqueira Diz

    Procurei algum indício da existência deste tal economista Ferdinando Burlamaque no Google. Aparentemente, ele não existia até coisa de 1 dia atrás. Não existe artigo dele, nem menção a ele em lugar nenhum. O cara não tem nem currículo Lattes. Eu procurei. Conclusão: trata-se de mais um personagem criado por sites de integridade duvidosa com o simples intuito de criar confusão e desinformação. Toda essa notícia é inventada.

    1. Silvia Diz

      Vc tem razão. Talvez a ABIN descubra quem é.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.