As grandes vítimas são na verdade, Maíra Panas e sua pobre mãe; ENTENDA!

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O que mais me comove e me choca no trágico acidente aéreo em Paraty, onde perderam a vida um Ministro do STF, um empresário-lobista e o seu piloto, são as outras duas vítimas, previamente condenadas ao forçado e providencial esquecimento: a jovem Maíra Panas e sua mãe. A hipocrisia que tomou conta da sociedade brasileira insiste em desconhecer a frieza dos homens poderosos, corrompidos até a médula, que oferecem e aceitam o sexo como moeda de troca. E as desculpas são as mais esfarrapadas, as mais ridículas, tentando cobrir o sol tropical e ardente com a peneira furadíssima do cinismo. Os cadáveres já estavam putrefatos, mas os nomes da bela jovem e de sua mãe, uma mulher simples do interior do Mato Grosso, ainda não haviam sido divulgados enquanto buscavam uma explicação fajuta para suas presenças no vôo da morte.

O que pensam dos brasileiros? O que acham de nós? Um bando de néscios, de beócios, de ingênuos? Esse trágico acidente mostra tráfico de influência, falta de decoro, promiscuidade nas relações entre poderosos, o uso e o descarte de seres humanos. As grandes vítimas são a verdade, Maíra (menina cheia de sonhos e que trilhou os caminhos tortuosos que a vida, madrastra, abriu para sua beleza exuberante) e sua pobre mãe. Sinto muito por essa flor ceifada no auge de sua juventude, beleza e alegria de viver. Deus, em sua infinita sabedoria, as acolherá no reino de sua glória. Que pena, bela Maíra.

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