‘Chegou a hora de Lula partir pro ataque’, dizem coordenadores da campanha de Lula para 2018

0

A professora e coordenadora do Programa de Mestrado e Doutorado da PUC-RJ , Gisele Cittadino é uma das articuladoras da petição pelo lançamento da pré-candidatura de Lula à Presidência da República. A iniciativa primeiro surgiu como um apoio de um grupo de artistas e intelectuais. Mas agora é um abaixo-assinado público e todos podem assinar.

“Depois de quase dois anos de um processo implacável de deslegitimação e criminalização política, chegou a hora do ex-Presidente Lula ir para o ataque”, afirma Gisele, que também é uma das autoras do livro “O Caso Lula”.
Para a professora, o lançamento da pré-candidatura seria um importante sinal, não apenas para as forças políticas que compõem as esquerdas brasileiras, mas também para todos aqueles comprometidos com algum modelo de democracia social e de defesa do estado de direito e das liberdades fundamentais.

A petição é a concretização de uma escolha que milhões de brasileiros manifestam com clareza sempre que lhe perguntam quem deve governar o país. De acordo com pesquisa CNT/MDA, realizada de 8 a 11 de fevereiro de 2017, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera em todos os cenários para a eleição presidencial de 2018.

A semente para o manifesto foi plantada em outubro de 2016, quando o jornalista e escritor Fernando Morais juntou um grupo de mais de 90 intelectuais, juristas e políticos para criar um observatório que acompanhasse os processos que correm contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em uma tentativa de replicar esse observatório pelo Brasil, Gisele recrutou um grupo com mais de 100 pessoas e criou um observatório no Rio de Janeiro. O ato de lançamento foi em sua casa e contou com a presença do ex-presidente.

Tendo esses contatos, Gisele e os outros idealizadores da petição conseguiram espalhar a notícia. “As pessoas aderiram muito rapidamente, em menos de uma semana a gente tinha mais 700 assinaturas”, conta. “Lula tem essa capacidade de agregar, em um espaço de centro-esquerda, os grupos políticos que foram apeados do poder de forma ilegítima”, defende Gisele.

O documento, que no momento do fechamento deste texto contava com quase 30 mil assinaturas, conta com o apoio de personalidades como Leonardo Boff, Chico Buarque, Marieta Severo, Eugênio Aragão, Dira Paes, João Pedro Stédile, Beth Carvalho, e o Fabio Konder Comparato, entre outros.

você pode gostar também Mais do autor

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.