Durante discurso, Lula acusa Moro e MPF de fazerem “pacto diabólico” com mídia para condená-lo sem provas; VEJA!

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247 – No ato “Por um Brasil justo pra todos e pra Lula”, lançado nesta quinta-feira (10), na Casa de Portugal, na Sé, em São Paulo, que reuniu sindicatos, movimentos sociais, partidos, intelectuais e artistas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que há um “pacto quase diabólico” entre a mídia, o juiz responsável pela Lava Jato, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal contra ele. Em seu discurso, Lula fez uma defesa ampla da democracia e alertou para “o período de perigoso regresso” no país.

Os principais trechos do discurso de Lula:

“Eu, na verdade, não me sinto confortável participando de um ato da minha defesa. Me sentiria confortável participando de um ato de acusação ao grupo tarefa da Lava Jato que está mentindo para a sociedade brasileira”

“Gostaria que este movimento fosse menos personalizado na figura do Lula e mais em nome da democracia, da justiça e dos estudantes que estão defendendo o direito de uma escola livre”

“Não tenho que provar minha inocência. Eles é que precisam provar a inocência delas nas acusações contra mim”

“Já vi a imprensa divulgar barbaridades, mas não conseguiram provar nada”

“Me disponho a fazer o papel de cobaia que eles querem. A única coisa que quero é que apresentem ao povo uma prova concreta”

“Eu quero que eles apresentem uma prova concreta. Não aceito a ideia de que a convicção vale como prova”

“Quantos políticos aguentam 13 horas de Jornal Nacional falando mal deles?”

“Nosso encontro de hoje pode ser resumido em uma única palavra: democracia”

“Muitas vidas foram sacrificadas até a Constituição de 88. Nessas três décadas passamos a compreender o valor da democracia”

“Hoje no Brasil vivemos um período de perigoso regresso”

“A prática da democracia começa pelo mais básico dos direitos, que é o direito de reivindicar os direitos”

“Tenho muita clareza de que nunca cometi nenhum crime nem antes, nem durante e nem depois de ocupar a Presidência da República”

“A democracia não é um pacto de silêncio”

“Esta noite sou mais um, entre tantos, que se levanta em defesa da democracia e do Estado de Direito”

A campanha

A campanha prevê eventos e manifestações, em todo o Brasil e no exterior, contra as perseguições ao ex-presidente e em defesa da democracia. No ato, foi lido manifesto que denuncia arbitrariedades cometidas por setores do Judiciário que se utilizam do combate à corrupção como pretexto para perseguição política. Também serão colhidas assinaturas em apoio ao documento.

“Hoje, o que vemos é a manipulação arbitrária da lei e o desrespeito às garantias por parte de quem deveria defendê-las. Tornaram-se perigosamente banais as prisões por mera suspeita; as conduções coercitivas sem base legal; os vazamentos criminosos de dados e a exposição da intimidade dos investigados; a invasão desregrada das comunicações pessoais, inclusive com os advogados; o cerceamento da defesa em procedimentos ocultos; as denúncias e sentenças calcadas em acusações negociadas com réus, e não na produção lícita de provas”, diz um trecho do documento (leia na íntegra abaixo do vídeo).

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