EFEITO TEMER: FMI reduz projeções de crescimento de Brasil e Itália

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) cortou na última segunda-feira (16) as estimativas de crescimento da economia da Itália para 2017 e 2018.

A entidade reduziu a previsão de alta do Produto Interno Bruto (PIB) da península neste ano de 0,9% para 0,7%, enquanto a projeção para o próximo passou de 1,1% para 0,8%. Em outubro, o FMI já havia diminuído em 0,1 ponto percentual sua estimativa para o país em 2017.

“A Itália pode fazer mais, há espaço para agir em relação aos bancos”, disse o economista-chefe do fundo, Maurice Obstfeld, fazendo referência à crise que ameaça diversas instituições financeiras italianas devido à elevada presença de créditos deteriorados em suas carteiras.

Segundo Obstfeld, o ex-primeiro-ministro Matteo Renzi conseguiu aprovar reformas estruturais “bastante importantes”, porém ainda há “muito” para se fazer. A revisão nas projeções chega no mesmo dia em que o Instituto Nacional de Estatística (Istat) confirmou que a Itália encerrou 2016 com deflação de 0,1%.

É a primeira vez desde 1959 que o país termina o ano com queda no índice de preços, o que aponta para uma economia desaquecida. No entanto, em dezembro, a Itália teve inflação de 0,5% em relação ao mesmo mês de 2015, o maior valor em dois anos e sete meses.

Brasil

Para a economia brasileira, o FMI prevê um crescimento de 0,2% em 2017, cifra 0,3 ponto percentual menor que a estimativa anterior, de outubro. Para 2018, a projeção é de expansão de 1,5%. No mundo inteiro, o fundo acredita que a evolução do PIB será de 3,4% neste ano e de 3,6% no próximo.

Segundo o FMI, há muitas “incertezas” sobre os efeitos da chegada de Donald Trump à Casa Branca, principalmente quanto às medidas protecionistas que o republicano promete adotar. (ANSA)

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