ÉTICO? Doria usa guarda municipal como segurança particular

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O prefeito João Doria (PSDB) passou a contar com a segurança de uma base fixa da Guarda Civil Metropolitana (GCM) 24 horas por dia ao lado de sua casa, na região dos Jardins, Zona Oeste de São Paulo. A medida não contradiz a lei, mas prefeitos anteriores, como Fernando Haddad, não costumavam contar com a vigilância constante da instituição, que sofre com déficit de funcionários.

Durante a campanha eleitoral, Doria havia dito que a instituição abandonaria a aplicação de multas e voltaria a sua “verdadeira função”. A lei diz que o dever da guarda é “auxiliar na segurança de grandes eventos e na proteção de autoridades”. Em entrevista concedida nesta terça-feira, Doria defendeu a presença ininterrupta da GCM na porta da sua casa. Segundo ele, os agentes agora voltaram a sua função de origem.

“Eu não moro em apartamento. Em prédio você tem recurso, tem proteção. Eu moro em uma casa lindeira a uma calçada e vocês acompanharam manifestações que foram feitas na porta da minha casa antes mesmo de eu me tornar prefeito empossado”, afirmou.
Em outubro, após a vitória de Doria nas urnas, um grupo de ciclistas contrários às propostas do prefeito para a mobilidade urbana fez uma manifestação em frente à casa do prefeito. No último dia 12, protesto do Movimento Passe Livre contra o aumento das passagens tinha como objetivo chegar à casa de Doria. No entanto, os manifestantes foram barrados pela polícia quando ao chegar perto da Igreja Nossa Senhora do Brasil, na Avenida Brasil.

Segurança privada

Questionado se ele mesmo não teria recursos para arcar com os custos de uma segurança privada, Doria fez questão de lembrar que já abdica de direitos para economizar dinheiro público.
“Eu já uso o meu automóvel, devolvo o meu salário, não uso o salário, não uso recursos da Prefeitura. Minimamente o que a Guarda Civil Metropolitana estabelece é proteger o agente público”, ressaltou.

O tucano afirmou ainda que segue pagando seus seguranças particulares, mas que a presença da GCM é bem-vinda como forma de proteger a vizinhança: “Não vou fazer uma situação onde os vizinhos da minha casa tenham que padecer com o sofrimento de movimentos nas suas portas”. “O prefeito não vai ficar exposto, muito menos os meus filhos”, concluiu.

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