Lula fala na Paulista, critica governo Temer e diz que Brasil só vai se recuperar quando eleger novo presidente no voto direto

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Entre os gritos de “Olê, olê, olê, olá. Lula, Lula”, o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva discursou para mais de 200 mil pessoas (a Polícia Militar fala em 150 mil, os organizadores falaram em mais de 400 mil) na avenida Paulista. Estudantes e trabalhadores das mais diferentes áreas se reuniram no que foi o maior ato do dia nacional de paralisações e mobilizações contra a reforma da Previdência proposta pelo governo de Michel Temer.

Em seu discurso, Lula criticou o projeto que, segundo ele, Temer quer “enfiar goela abaixo do povo brasileiro”. Para o ex-presidente, a reforma da Previdência é um exemplo claro de que “o golpe dado neste país não foi apenas contra a Dilma e os partidos de esquerda, foi para colocar um cidadão sem nenhuma legitimidade para acabar com as conquistas sociais do povo”.

Lula ainda alertou: “O povo só vai parar quando eleger um governo democraticamente”.

Confira, abaixo, trechos de sua fala.

“Eu queria que o Meireles e o Temer ouvissem o recado de vocês. Ao invés de fazer uma reforma para tirar dinheiro, façam a economia voltar a crescer”
“O atual governo empurrou goela abaixo do povo brasileiro uma reforma que vai impedir a aposentadoria de milhões. A reforma da Previdência deixa cada vez mais claro que o golpe dado neste país não foi apenas contra a Dilma e os partidos de esquerda, foi para colocar um cidadão sem nenhuma legitimidade para acabar com as conquistas sociais do povo”.
“Um dia nesse país nós resolvemos o problema da previdência incluindo os pobres no orçamento. Quando a gente conseguiu incluir o pobre no orçamento da União, o pobre passou a ser a solução ao invés do problema. Quando geramos 22 milhões de emprego, todas as categorias tinham aumento acima da inflação”.
“É preciso parar com essa bobagem de cortar e vender as nossas estatais. Quem não sabe governar, só sabe vender”. Os retrocessos vividos desde o impeachment da presidenta eleita Dilma Rousseff colocaram em xeque a imagem internacional do Brasil:
“Esse país era respeitado no exterior e hoje temos um presidente que não tem coragem de ir nem à Bolívia”.
“Quem pensa que o povo está contente, está enganado; esse povo só vai parar quando elegerem um governo democraticamente”.
“Nós queremos ter o direito de voltar a sermos respeitados e de ter dignidade. Tenho orgulho de ter sido presidente por oito anos e ter ajudado esse país a levantar a cabeça”.

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