Moro discute com deputado sobre condução coercitiva de jornalista

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O juiz Sergio Moro, da Lava Jato, que autorizou mandado de condução coercitiva contra o blogueiro Eduardo Guimarães nesta terça-feira 21 afirmou que o motivo é o fato de Guimarães não ser jornalista.

Guimarães foi levado a depor pela PF em São Paulo nesta manhã no caso em que se investiga quem vazou informação sobre a condução coercitiva do ex-presidente Lula, em março do ano passado, divulgada antecipadamente por ele no Blog da Cidadania.




A Constituição protege o jornalista de divulgar suas fontes. Moro argumenta que Guimarães não é jornalista, mas pela legislação brasileira, a atividade jornalística não exige formação específica – a jurisprudência sobre o tema no STF e no STJ é farta.

A declaração de Moro foi feita em resposta a um questionamento do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), presente na audiência. Em um vídeo postado no Facebook, o deputado relata como foi o diálogo e critica a justificativa do juiz. “Eu respondi: ‘dr. Sergio, o fato de ele não ser jornalista não o impede de exercer o jornalismo. O Brasil não exige formação específica para o jornalismo”, disse Teixeira.




“Eu acho grave que o que está sendo investigado é a fonte do Eduardo Guimarães, que teria divulgado a condução coercitiva do ex-presidente Lula. Assim eu acho de extrema gravidade a condução coercitiva, porque é uma restrição à liberdade de imprensa, à liberdade de informação. Isso é censura, é uma tentativa de constranger aqueles que questionam a postura do Judiciário e eventualmente a própria postura do juiz Moro”, protestou ainda o deputado.

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