Odebrecht afirma que pagou R$ 17 milhões por MPS no Congresso

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O ex-diretor da Odebrecht Cláudio Filho (à direita na imagem) revelou que a construtora pagou mais de R$ 17 milhões a parlamentares em troca de apoio na aprovação de projetos e inclusão de emendas que favoreciam a empreiteira. Ele cita 14 MPs (medidas provisórias) e projetos que teriam sido influenciados.

O principal interlocutor do ex-diretor no Legislativo era o senador Romero Jucá (PMDB), mas ele relata ter realizado pagamentos também a Renan Calheiros (PMDB), Rodrigo Maia (DEM), Lúcio Vieira Lima (PMDB), Eunício Oliveira (PMDB) e Delcídio do Amaral (PT).

A primeira negociação de que Cláudio Filho afirma ter feito parte foi em relação à MP 252, conhecida como ‘MP do Bem’, que criava incentivos fiscais para incrementar exportações. O ex-diretor pediu ao então deputado (hoje ex-ministro do governo Temer) Geddel Vieira Lima para que apresentasse uma emenda que atendesse ao pleito da Odebrecht.

A empresa queria incluir no projeto um artigo que alterava a forma de incidência de PIS/Cofins. Relator da medida, Jucá conseguiu aprovar a emenda e recebeu, em troca, pagamento “a pretexto de campanha” eleitoral em 2006.

Uma das maiores articulações, no entanto, foi em relação ao projeto de resolução do Senado Federal (PRS) nº 72/2010, que reduzia e uniformizava a alíquota de importação do ICMS de operações interestaduais para acabar com a chamada “guerra dos portos”.

O próprio Marcelo Odebrecht levou a questão da guerra dos portos ao então ministro da Fazenda, Guido Mantega, que teria dito que a equipe econômica estava mobilizada para resolver o problema.

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