Renan tenta proteger Temer no Senado, “não existe crise”; VEJA!

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O presidente do Senado, Renan Nesta manhã, Geddel Vieira Lima pediu demissão da Secretaria de Governo. A saída da pasta ocorreu após o desgaste sofrido com denúncia do ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de que ele o teria pressionado a intervir em seu favor no Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) para liberar obras em um empreendimento imobiliário em Salvador.

Calero também afirmou, em depoimento à Polícia Federal, que Temer o “enquadrou” para encontrar uma “saída” para o caso Geddel.

“As alegações do ex-ministro da Cultura não afetam o presidente Michel Temer, que reúne todas as condições para levar adiante o processo de transição. As mexidas ministeriais tampouco afetarão o calendário de votações do Senado”, disse Renan.

A manifestação do senador ocorreu por meio de nota. No texto, o peemedebista aproveitou para, mais uma vez, cobrar celeridade nas votações pelos deputados. “A Câmara dos Deputados, presidida pelo deputado Rodrigo Maia, consciente da gravidade do momento, tem diante de si essa mesma oportunidade e pode adotar votações expressas”.

Na terça (29), está prevista a apreciação pelos senadores, no plenário, da PEC que define um teto dos gastos do governo nos próximos 20 anos. Essa é uma das principais propostas na área econômica do governo Temer.

Num momento em que senadores da oposição ameaçam protocolar, na próxima semana, um pedido de impeachment contra o presidente Michel Temer, Renan fala em “falsas polêmicas”. “A exemplo das crises anteriores, como o impedimento da presidente da República, o Senado continuará se pautando pelo equilíbrio, responsabilidade e atento à soberania e independência entre os poderes”.

Quem também comentou a saída de Geddel foi o presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR), para quem o governo sofre uma “grande baixa” com a demissão de Geddel.

“Claro que ele vai continuar contribuindo no partido e no governo. É um quadro experiente, que desfalca”, afirmou Jucá.

O senador, que é líder do governo no Congresso, também comentou as acusações de Calero em relação ao presidente da República e negou qualquer interferência negativa sobre as votações de interesse do governo.

“Quem conhece o Temer sabe que ele não é de pressionar. O que a oposição quer é tumultuar. Vamos votar todas as medidas econômicas e deflagrar uma série de outras até o fim do ano. Eles não têm força política, moral, nem preparo e razão”, afirmou Jucá, se referindo à intenção de oposicionistas de protocolar um pedido de impeachment para afastar Temer em definitivo do cargo. Com informações da Folhapress.Calheiros (PMDB-AL), defendeu na tarde desta sexta-feira (25) o presidente Michel Temer, falando em “falsas polêmicas”, e afirmando ainda que, apesar da atual crise política que se abateu sobre o Palácio do Planalto, as votações previstas para a Casa estão mantidas.

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