TRAIÇÃO: Serra e Aécio Neves aproveitam “escândalo” de Alckimin com Odebrecht e anunciam união

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O governador de São Paulo Geraldo Alckmin ficou em estado de alerta após o ministro das Relações Exteriores, José Serra, declarar seu apoio à recondução do senador Aécio Neves (MG) na presidência nacional do PSDB por mais um mandato.

A análise é que a aliança entre os ex-adversários tem por meta enfraquecer o tucano depois de sua vitória nas eleições municipais, sobretudo a de João Doria, seu afilhado político, em São Paulo.

De acordo com a Folha de S. Paulo, Aécio, Alckmin e Serra são possíveis candidatos do PSDB a presidente em 2018, e o controle do partido é essencial na definição do nome que será lançado ao Planalto.

A recondução de Aécio também causaria a um efeito cascata nos diretórios estaduais, motivando os dirigentes a apoiar a escolha.

Alguns auxiliares e tucanos, no entanto, interpretam que Alckmin tem vantagem, como a influência sobre a máquina estadual e municipal em São Paulo.

“Lógico, é muito ruim. Todos os diretórios estão fechados com o Aécio, fora São Paulo. Mas, no lugar do Geraldo, eu não compraria briga. Ele hoje é o candidato natural”, disse uma pessoa próxima do governador.

Na visão de outro interlocutor de Alckmin, o apoio de Serra a Aécio é um acerto para que o mineiro endosse a candidatura do atual deputado federal Jutahy Júnior, aliado do ministro, ao Senado em 2018 na cota do PSDB na Bahia.

Aliados de Aécio Neves comemoraram o gesto, que teve o efeito de “reanimar” o senador de Minas. “Foi um grande aceno, que mostra mais uma vez a dimensão de Serra”, disse o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG).

Na próxima semana, a eleição servirá de termômetro para a disputa entre os caciques tucanos em Brasília.

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