Camilo Santana defende chapa “Ciro-Haddad” com a benção de Lula

O governador do Ceará pelo PT, Camilo Santana, disse ter a convicção de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não conseguirá disputar a Presidência nas eleições deste ano. Santana defendeu que seu partido apoie a candidatura presidencial do ex-ministro Ciro Gomes (PDT), seu padrinho político, e indique o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) como vice. Segundo ele, o PT “não pode apostar no isolamento suicida”.

Santana diz que o desejo do povo brasileiro é ver Lula presidente, mas pondera que desejar é uma coisa e realizar é outra. Ele diz não acreditar que deixarão Lula ser candidato, sem entrar no mérito se essa não permissão é lícita ou não. O governador do Ceará se pergunta: até quando vamos prorrogar essa agonia?

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Leia trechos da entrevista que Camilo Santana concedeu ao jornalista Igor Gadelha do jornal O Estado de S. Paulo:

“Respeito a posição do partido. Sempre tenho colocado que Lula é vítima de uma grande injustiça, mas acho que o momento não é de radicalismo. Sei que o desejo de todos nós era o Lula poder ser candidato. Mas entre querer que ele seja candidato e a realidade atual existe uma ponte muito grande.

“Parto do princípio de que o PT, sem dúvida nenhuma, é hoje o maior partido deste País. Agora, não acredito que vão deixar o Lula ser candidato. Isso é um fato. Não adianta a gente se enganar. Acho que ele poderá contribuir muito nesse processo eleitoral, mas não como candidato. Não permitirão isso. E penso que o Ciro é hoje, sem dúvida nenhuma, o principal nome para unir as esquerdas e garantir as conquistas sociais alcançadas durante os 12 anos do PT no poder. Ciro sempre foi um aliado fiel. Negar isso acho que seria injusto. Acho que o PT tem uma grande oportunidade de fazer esse debate. Não podemos nos isolar. O momento é de união, não de isolamento. O momento não é de radicalismos, isso não vai levar a nada. O momento é de reflexão, serenidade, desprendimento. Acho que quem pensa de verdade no partido, na sua história de luta, de conquista, não pode apostar no isolamento suicida.”

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