CRIMINOSO CONFESSO: Escritório de Porto Alegre já atua na defesa Joesley Batista no STF

Um mistério ronda a defesa de Joesley Batista no Supremo Tribunal Federal. A última petição protocolada lá veio assinada por André Luís Callegari e Ariel Barazzetti Weber, de uma banca do Rio Grande do Sul.

É uma manifestação dirigida ao ministro Edson Fachin para que requeira do Ministério Público Federal explicações sobre o acordo de delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral e do executivo da Odebrecht Nélson Mello, que comprovadamente omitiram informações em seu depoimento.

O objetivo é buscar isonomia no tratamento dado pelos procuradores da república a colaboradores acusados de não dizer toda a verdade nos processos.

Joesley não disse tudo o que sabia e, por isso, o Ministério Público Federal quer anular o acordo feito com ele.

Mas por que não fez o mesmo com os outros dois?

É um direito da defesa dele buscar a isonomia e, por isso, o que chama a atenção no caso é outro fato:

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Por que não manteve na sua defesa os antigos advogados, que são experientes, como Antônio Carlos de Almeida Castro, Pierpaolo Bottini, Ticiano Figueiredo, Pedro Ivo Velloso, Conrado Donatti e Eugênio Pacelli?

Apesar do sobrenome, o advogado Ariel não seria parente da ministra Rosa Weber, o que afasta a hipótese de que poderia estar interessado em algum tratamento privilegiado.

Por que então? Fachin é do sul, mas é do Paraná.

Seria para reduzir o custo com a defesa? Não parece o caso.

O tempo dirá.

(Joaquim de Carvalho)

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