Deixar Maluf preso é condená-lo a morte, diz Kakay; CONFIRA!

Defesa de Maluf

Na tribuna, o advogado de Maluf, Antônio Carlos de Almeida Castro, disse que a decisão de Toffoli, de 5 de abril, salvou a vida do deputado, internado na véspera.

“O paciente não foi tratado aqui em Brasília. O sistema penitenciário brasileiro não oferece condições de tratamento […] A inabilidade, a depressão, a desnutrição, podem ser fatais. As pessoas viram farrapos. A pena de prisão passa a ser a pena de morte”, disse o advogado.

O advogado destacou ainda a idade de Maluf (86 anos), problemas de coração, câncer de próstata e dificuldade de mobilidade. “Está com metástase, perdendo a única visão que tem e hoje é cadeirante. Esta é a situação dramática por qual passa o paciente”, detalhou Kakay.

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O advogado também defendeu a possibilidade de pedir a liberdade a um ministro do STF, contestando ato de outro ministro. Disse que, neste caso, a questão deve ser submetida ao plenário para decisão conjunta pelos demais ministros.

“Não há demérito em entrar com HC contra ato de ministro do Supremo. Vossas excelências podem muito, mas não podem tudo. Há possibilidade de erro. Não vejo por que. Um ministro do STF, qual é o demérito de ver submetida a decisão dele?”, afirmou.

No caso de Maluf, a defesa apresentou um habeas corpus, sorteado para análise de Dias Toffoli. Diante da situação de saúde do deputado, o ministro permitiu em abril que ele cumprisse a pena em casa.

G1

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