UMA MELADA: Duda Mendonça contradiz Odebrecht e fala em R$ 10 milhões para Skaf

O marqueteiro Duda Mendonça afirma, em sua delação premiada à Polícia Federal, que os repasses da Odebrecht, via caixa 2, à campanha para governador do presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf (MDB), em 2014, foram de pelo menos R$ 10 milhões.

No acordo de colaboração firmado pelos executivos da empreiteira com o Ministério Público Federal (MPF), no entanto, foram mencionados apenas R$ 6 milhões para a campanha, de acordo com informações de O Globo.

Segundo o publicitário, foram destinados R$ 6 milhões por meio de caixa 2, valor entregue diretamente para Duda, e outros R$ 4 milhões para empresa a Ilha Produções, de Paulo Rossi, irmão do líder do MDB na Câmara, Baleia Rossi (MDB-SP).

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A entrega do montante teria ocorrido, ainda conforme os anexos de delação do marqueteiro, da forma costumeira: em um hotel e mediante apresentação de uma senha. A delação ainda precisa ser homologada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte.

A informação apresentada por Duda Mendonça contradiz o depoimento do executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho. Segundo ele, na reunião entre Michel Temer, que era vice-presidente à época, e Marcelo Odebrecht, ficou acertado um repasse de R$ 10 milhões para o MDB, sendo R$ 6 milhões para a campanha de Skaf e o restante para ser redistribuído por Eliseu Padilha.

Tanto Temer quanto Padilha são alvos de inquérito, no Supremo, que investiga o suposto repasse da Odebrecht ao MDB.

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