Em manifestação a Gilmar, Dodge defende prisões de investigados; SAIBA!

A Procuradora-geral da República, Raquel Dodge, encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) cinco manifestações contrárias a pedidos apresentados por investigados em desdobramentos da Operação Lava Jato, no Rio de Janeiro. Os cinco tiveram prisões preventivas decretadas em primeira instância por integrarem esquemas de criminosos investigados nas operações Câmbio, Desligo e Fatura Exposta.

Destinadas ao ministro Gilmar Mendes – relator dos casos – as petições solicitam a rejeição dos pedidos de extensão de HC a Francisco de Araújo Costa Júnior, Henri Joseph Tabet e Marco Antônio Cursini, e o restabelecimento das prisões preventivas de Miguel Iskin e Sérgio Luiz Côrtes da Silveira.

Câmbio, Desligo

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Francisco de Araújo Costa Junior, Henri Joseph Tabet e Marco Antônio Cursini contam da lista de 62 pessoas denunciadas nesta quinta-feira (7) pelo Ministério Público Federal (MPF), no Rio de Janeiro, em decorrência das investigações deflagradas em 3 de maio.

Nos habeas corpus, eles pedem a extensão das medidas concedidas a Rony Hamoui e Paulo Sérgio Vaz de Arruda, que tiveram os respectivos pedidos concedidos de forma liminar em 1º de junho. Nas petições, Raquel Dodge argumenta que a situação jurídica e as práticas atribuídas aos três não se assemelham às dos dois investigados que já tiveram os pedidos acatados pelo ministro Gilmar Mendes.

Em relação a Francisco Costa, na petição, a PGR menciona o fato de existirem indícios de que ele só deixou de praticar os crimes após a prisão. “Sob o ponto de vista temporal, há uma nítida diferença entre a situação fática apresentada por Rony Hamoui, no HC n. 157.410, com os fatos criminosos atribuídos a Francisco Araújo Costa Júnior”, descreve em um dos trechos. Rony Hamoui teve a prisão preventiva substituída por medidas cautelares, com o argumento de que os supostos crimes cometidos por ele teriam ocorrido entre 2015 e 2016.

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