Em Terezina, eleitor constrange Alckimin ao indagar “a receita para tucano não ir pra cadeia”

Reportagem de Thais Bilenky na Folha.

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Em sua primeira visita à região desde que deixou o governo paulista, há um mês, Alckmin começou por dois dos estados mais pobres do país.

Em ambos, elogiou, sempre com ressalvas, o Bolsa Família, programa lançado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que ajudou a tirar o Brasil do mapa da fome e, de quebra, alavancou a popularidade do petista.

“O Bolsa Família é importante. Vamos manter e, tendo necessidade, até ampliar. Agora, você tem que fazer crescer a atividade econômica. O agronegócio vai crescer”, afirmou.

Em terras onde Lula lidera as pesquisas com folga —apareceu com 50% no último Datafolha, quatro posições à frente do tucano, com 3%—, Alckmin manteve o estilo.

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Questionado inúmeras vezes sobre como atrairia o eleitorado petista, repetiu: “Emprego e renda, emprego e renda, emprego e renda”.

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Teve o cuidado de tentar não soar paulistamente arrogante. “São Paulo é igualzinho ao Brasil. Tem regiões muito ricas e outras muito pobres. É investir em infraestrutura, hospital, universidade, tudo nas regiões que precisam mais. Nas mais ricas, você faz com o setor privado.”

Em Teresina, no diretório do PSDB, um homem quis saber “a receita de tucano para não ser preso”. “Não sei se entendi bem a pergunta”, reagiu Alckmin. A investigação que corria contra ele na Operação Lava Jato foi enviada à Justiça Eleitoral. Nessa nova condição, as punições, se houver, serão mais brandas.

“A rigor, a Justiça não tem cor. É para todos. Não desacreditamos da Justiça nem passamos a mão na cabeça de criminoso”, respondeu o ex-governador, recorrendo a mais um de seus bordões.

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