Paraíba fechou 6,4 mil postos de trabalho em janeiro deste ano; CONFIRA AQUI

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Pior resultado desde 2003, a Paraíba fechou, em janeiro deste ano, 6.438 postos de trabalho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). No país, os números também não são animadores. Pelo 22º mês seguido, mais pessoas foram demitidas do que contratadas com carteira assinada.

No estado, a indústria teve o maior número de demissões, cortando 4.219 vagas, seguida pela agropecuária, com 2.464 postos fechados. O setor de serviços fechou 222 empregos, enquanto o comércio começou o ano com saldo positivo, criando 375 novas vagas.

De acordo com o Ministério do Trabalho, em todo o país foram encerrados 40.864 postos formais de trabalho em janeiro. O número leva em conta a diferença entre admissões e demissões. A última vez em que o Caged registrou saldo positivo foi em março de 2015, quando 19,2 mil vagas haviam sido criadas. Apesar do desempenho negativo em janeiro, o saldo foi melhor que no mesmo mês de 2015 e 2016, quando haviam sido extintas 99.694 e 81.744 vagas, respectivamente.

Nos 12 meses encerrados em janeiro, o país acumula o fechamento de 1,28 milhão de postos formais de trabalho. Em 2016, o país extinguiu 1,32 milhão de vagas com carteira assinada, com pequena melhora em relação a 2015, quando 1,54 milhão de empregos haviam sido extintos.

Nordeste

Na comparação por regiões, o Nordeste liderou as demissões, com extinção de 40.803 postos de trabalho em janeiro. Em seguida, vêm as regiões Sudeste (-30.388 vagas) e Norte (-6.835). O Sul liderou a criação de empregos, com 24.391 vagas abertas, seguido pelo Centro-Oeste, com 12.771 novos postos formais.

De acordo com o Caged, nove estados fecharam janeiro com criação de empregos. O destaque foi Santa Catarina, com aumento de 11.284 vagas formais, principalmente nos setores de indústria da transformação, serviços e construção civil.

Em seguida, Mato Grosso, com acréscimo de 10.010 vagas, que se concentraram na agropecuária e nos serviços. Os estados que mais fecharam postos formais de trabalho foram o Rio de Janeiro (-26.472) e Pernambuco (-13.910).

Comércio lidera demissões

Em todo país, na divisão por setores da economia, o comércio foi o que mais demitiu em janeiro, com 60.075 vagas encerradas. Na sequência, os setores de serviços, com 9.525 postos extintos, e a construção civil, com 775 empregos a menos. A indústria extrativa mineral fechou 59 vagas em janeiro.

Os números, no entanto, apontam sinais de recuperação do emprego em outros setores. A indústria de transformação, que vinha demitindo nos últimos anos, abriu 17.501 vagas em janeiro. A agricultura gerou 10.663 postos de trabalho. Na administração pública, as contratações superaram as demissões em 671 empregos.

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